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Mais uma armação da extrema direita contra as instituições democráticas foi desmascarada pela Polícia Federal. O perito criminal João Cláudio Nabas é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal, relatado pelo ministro André Mendonça, após ser flagrado criando dossiês clandestinos com ataques aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O servidor público utilizou ilegalmente dados sigilosos extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, investigado na Operação Compliance Zero, para montar relatórios paralelos sem o conhecimento ou autorização dos coordenadores da investigação.
A sabotagem começou em dezembro de 2025, logo após o funcionário ter sido convocado para auxiliar a equipe financeira da corporação. Agindo de forma remota a partir de Vilhena, em Rondônia, o homem aproveitou o acesso privilegiado ao telefone de Daniel Vorcaro para buscar dados de interesse político. Em poucos dias, ele formatou os arquivos clandestinos contendo mensagens e informações financeiras da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, incluindo um contrato antigo e repasses milionários efetuados pelo Banco Master ao escritório dela.
Demonstrando o modus operandi típico dos seguidores de Jair Bolsonaro, o funcionário tentou convencer os colegas de corporação a vazar o material falso para a imprensa nacional com o objetivo de constranger o Judiciário. Diante da recusa firme da equipe policial, que barrou a manobra criminosa, ele confeccionou um segundo dossiê irregular focado em Dias Toffoli e sua ex-esposa, Roberta Rangel, mencionando o resort Tayayá. Parte desses dados acabou sendo pulverizada de forma obscura e municiou pedidos posteriores contra o magistrado no Supremo Tribunal Federal.
A farsa do servidor militante desmoronou quando os metadados do sistema interno da Polícia Federal comprovaram que ele foi o único autor e organizador dos documentos apócrifos. Os depoimentos dos policiais que integravam a força-tarefa confirmaram a insistência do investigado em usar jornalistas para desgastar os magistrados da Suprema Corte. O plano golpista de criar escândalos artificiais resultou no afastamento imediato do perito de suas funções públicas e no bloqueio total de suas credenciais de acesso às investigações.
O caso motivou uma operação de busca e apreensão na residência do funcionário, autorizada pelo ministro André Mendonça para estancar o vazamento de dados sigilosos e punir a violação de sigilo funcional. Os investigadores ressaltaram que a apuração preserva o direito constitucional ao sigilo da fonte jornalística, focando exclusivamente no crime cometido pelo servidor que traiu seus deveres profissionais para fazer militância ideológica. Procurados pela reportagem, os ministros atingidos e a defesa do acusado decidiram não se manifestar sobre o escândalo.
Com informações do Brasil 247
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