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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, repudiou publicamente a interferência do governo estadunidense, sob a liderança do presidente Donald Trump, ao impor sanções unilaterais contra cidadãos e empresas no Brasil. A decisão da gestão de Donald Trump ocorreu após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos rotular arbitrariamente o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Dario Durigan reforçou a soberania nacional ao enfatizar que a segurança pública e as investigações financeiras dentro do território brasileiro devem ser conduzidas exclusivamente pelas instituições do país, como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
O ministro demonstrou profunda preocupação com o imperialismo econômico de Washington, que coloca em risco empresas regulares e trabalhadores que operam na legalidade. Dario Durigan alertou para a gravidade de o governo de Donald Trump sufocar financeiramente o setor privado brasileiro sob o pretexto de combater o crime organizado, deixando cidadãos sem mecanismos claros de defesa jurídica ou instâncias para recorrer contra punições injustas. A Secretaria Nacional de Justiça, subordinada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também endossou o alerta sobre os impactos econômicos negativos e as restrições regulatórias severas que as sanções secundárias podem provocar no sistema bancário do país.
As medidas restritivas do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros da potência estadunidense atingiram Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e quatro companhias associadas. O órgão do governo de Donald Trump acusa o grupo de movimentar cerca de 30 milhões de dólares por meio de criptomoedas para remeter valores ao Brasil. O Departamento do Tesouro argumenta que as facções representam uma ameaça à sua própria segurança nacional devido a supostas ramificações na Flórida, no Reino Unido, na Turquia e no Japão.
A retórica agressiva de Donald Trump para justificar o bloqueio de bens atropela as próprias investigações em curso no Brasil, uma vez que as autoridades brasileiras ainda não estabeleceram qualquer ligação real entre as empresas citadas e as facções criminosas. O cerco estadunidense sufoca as atividades da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes e Avenidas Flutuantes. Embora Victor Henrique de Oliveira Shimada responda a processos criminais antigos por fraude contra o Banco Votorantim e seja réu na investigação envolvendo o contrato do Corinthians com a Vai de Bet, o uso de sanções internacionais contra a economia brasileira é visto como um abuso de poder externo.
Com informações do Brasil 247
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