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O Ministério da Saúde alcançou um marco histórico na medicina pública brasileira com a realização da primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância do SUS. O procedimento inédito conectou em tempo real equipes do Hospital do Amor Amazônia, localizado em Porto Velho, e do Hospital de Amor, em Barretos, no interior paulista. As duas unidades médicas estão separadas por uma distância de quase 2,7 mil quilômetros, superada graças ao uso de tecnologia avançada de conectividade e engenharia robótica aplicada à saúde pública.
O paciente beneficiado pela operação apresentava um quadro de neoplasia maligna do reto. Durante a intervenção, os profissionais de saúde em Porto Velho ficaram responsáveis pelo acompanhamento presencial do paciente, posicionamento preciso dos braços robóticos e assistência direta dentro do centro cirúrgico. Simultaneamente, a equipe baseada em Barretos monitorou todo o andamento do procedimento e assumiu o comando remoto dos instrumentos cirúrgicos em momentos específicos da operação.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou de perto a transmissão e destacou o potencial da iniciativa para democratizar o acesso a procedimentos de alta complexidade na rede pública de saúde. Segundo ele, o governo trabalha na construção de uma reestruturação tecnológica no SUS que integra conectividade, capacitação profissional técnica e financiamento contínuo. O objetivo central é expandir o alcance das cirurgias robóticas para a população que depende exclusivamente do atendimento estatal.
Além de Padilha, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, também marcaram presença em Barretos para supervisionar a infraestrutura do evento. O sucesso da operação coroa os esforços conjuntos das pastas para modernizar o sistema público de saúde e descentralizar o atendimento especializado, permitindo que grandes centros médicos auxiliem regiões historicamente desassistidas.
Para dar sustentabilidade e viabilizar novas telecirurgias desse porte, os ministérios da Saúde e das Comunicações firmaram, em maio, um Termo de Execução Descentralizada. O acordo formalizou a criação da Rede de Conectividade Saúde Brasil de Alta Performance e Segurança. A parceria conta com um aporte financeiro inicial de R$ 2 milhões e tem um prazo de vigência estipulado em 30 meses, garantindo a continuidade dos testes e a segurança dos dados trafegados.
A segurança do procedimento cirúrgico foi garantida por meio de uma robusta estrutura de rede que envolveu duas conexões distintas de fibra óptica, sistema de redundância via tecnologia móvel 5G e uma rede privada virtual dedicada. Antes de ligarem os aparelhos no paciente real, as equipes médicas e os técnicos de tecnologia passaram por uma série de treinamentos rigorosos e simulações de protocolos, testando respostas a atrasos de sinal e situações de contingência.
Veja a publicação no X:
??INÉDITO! O SUS fazendo história!
— Alexandre Padilha (@padilhando) June 30, 2026
Foi realizada hoje a primeira telecirurgia robótica para o tratamento de câncer a longa distância. Profissionais de Barretos (SP) e Porto Velho (RO) conectados para operar um paciente da região norte.
A mais de 2,5 mil km, médicos controlaram… pic.twitter.com/dzuj2g0EqL