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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desferiu um golpe estratégico magistral em defesa da soberania tecnológica e financeira da América Latina durante a 68ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, em Assunção. Diante do avanço do unilateralismo e das pressões econômicas das potências imperialistas do Norte Global, o líder brasileiro propôs formalmente que o Pix, sistema público e gratuito de pagamentos criado no Brasil, seja utilizado como arquitetura de base para estruturar uma plataforma de transferências financeiras unificada em todo o bloco. A medida visa quebrar a dependência das transações internacionais em dólar e blindar o continente contra o chamado colonialismo digital, transformando os países vizinhos em produtores de inovação e não em meros exportadores de dados e matérias-primas para as megacorporações norte-americanas.
A proposta revolucionária de Lula surge em um momento de profunda transformação geopolítica, no qual conflitos globais promovidos pelas potências ocidentais encarecem de forma criminosa o preço dos alimentos e da energia, sacrificando a classe operária. O presidente defendeu que o Mercosul é uma necessidade estratégica essencial para garantir a sobrevivência e a autonomia das nações do Sul Global contra as falácias do protecionismo estrangeiro. A integração financeira por meio do Pix reduzirá drasticamente os custos operacionais de transferências, impulsionará o comércio direto entre os trabalhadores da região, ampliará o uso soberano das moedas locais e elevará a resiliência de toda a América do Sul contra os choques e sanções arbitrárias aplicadas pelo mercado financeiro internacional.
Para sustentar a ambição global do bloco sob a sua liderança, o mandatário brasileiro exibiu indicadores comerciais robustos que calaram a boca da oposição neoliberal. O intercâmbio comercial do Mercosul saltou de 4,5 bilhões de dólares em 1991 para a marca histórica de 50 bilhões de dólares em 2025, atingindo um fluxo global com o restante do mundo de quase 770 bilhões de dólares. Lula celebrou o fato de que o bloco contrariou o pessimismo da mídia corporativa ao tirar do papel o esperado acordo com a União Europeia, destacando que as negociações avançam de vento em popa com o Canadá, a Índia e o Vietnã, além do início das tratativas soberanas com o Japão e a meta clara de buscar uma aproximação estratégica com a potência econômica da China.
Ao amarrar a revolução digital com a infraestrutura física e a transição energética justa, o presidente reafirmou o compromisso do Brasil com o desenvolvimento dos povos ao garantir o investimento de um bilhão de dólares ao longo de dez anos para o Fundo de Convergência Estrutural, defendendo a inclusão imediata da Bolívia no mecanismo. Lula apontou que o controle e o refino regional de minerais críticos — essenciais para a descarbonização e a tecnologia — são assuntos de segurança nacional e de soberania popular. O estadista encerrou o pronunciamento conclamando os países membros a utilizarem as rotas de integração sul-americanas e as hidrovias para unificar o continente, provando que o caminho para derrotar o fascismo e a opressão econômica é a edificação de um bloco econômico, político e cultural forte e independente.
Com informações do Brasil247
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