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O Partido dos Trabalhadores protocolou nesta terça-feira, 30 de junho, duas ações judiciais contundentes contra o senador Flávio Bolsonaro e o Partido Liberal para frear um escandaloso plano de subordinação do Brasil aos interesses de Washington. A reação jurídica foi motivada por uma carta oficial do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que escancarou o oferecimento ilegal de uma futura equipe de transição governamental brasileira ao comando estrangeiro. O partido governista aponta que a conduta do clã de extrema direita configura uma grave ameaça à soberania nacional, além de indicar interferência explícita e criminosa de outra nação no processo eleitoral do país.
A primeira representação foi enviada à Procuradoria-Geral da República com um pedido formal de abertura de inquérito criminal contra Flávio Bolsonaro. O documento detalha que a promessa de submeter a estrutura de Estado ao governo estrangeiro pode caracterizar crimes graves, como corrupção passiva, violação de sigilo funcional e a entrega irregular de informações confidenciais e sensíveis da inteligência brasileira. Além disso, a artimanha do senador busca obter apoio político e financeiro externo para alavancar sua própria campanha eleitoral, o que é terminantemente proibido pela legislação vigente no Brasil.
O PT também acionou o Ministério Público Eleitoral com uma notícia de fato contra a legenda do parlamentar, apontando que o PL violou frontalmente a Lei dos Partidos Políticos ao adotar uma postura de total vassalagem a uma potência de fora. A denúncia elenca uma série de viagens não oficiais feitas por bolsonaristas a Washington, manifestações públicas de alinhamento cego e iniciativas parlamentares suspeitas que visavam unicamente favorecer a economia estadunidense em detrimento do patrimônio e do povo trabalhador do Brasil.
Para fundamentar o histórico de submissão criminosa, a ação incluiu a recente condenação de Eduardo Bolsonaro por atuar em um esquema ilegal de lobby externo voltado a sabotar e atacar autoridades do próprio Estado brasileiro. O texto sublinha que o comportamento lesa-pátria não é um caso isolado, mas faz parte de uma engrenagem coordenada pelos filhos de Jair Bolsonaro e seus aliados mais radicais para colocar as instituições nacionais de joelhos perante os norte-americanos.
A conivência da cúpula do partido com a entrega do país também foi denunciada, apontando a postura do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A representação demonstra que o dirigente apoiou integralmente a agenda entreguista e chegou a patrocinar punições e perseguições internas contra os poucos parlamentares da sigla que ousaram criticar a aproximação abusiva com o governo estadunidense.
Caso as investigações do Ministério Público Eleitoral confirmem que a legenda transformou-se em um braço político subordinado a Washington, o processo será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral. As punições previstas em lei podem resultar em sanções severas contra o partido. A iniciativa jurídica do campo progressista coloca a defesa da pátria no centro do debate político, desmascarando a falsa retórica nacionalista dos extremistas que, nos bastidores, tentam rifar o patrimônio público do Brasil.
Com informações do Brasil 247
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