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O Partido Social Democrático deve oficializar nesta quarta-feira, 1º de julho, a indicação de seu presidente nacional, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa que será encabeçada pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A costura final do acordo ocorre em uma reunião de cúpula nesta terça-feira, 30 de junho, em Brasília, para selar a aliança interna e definir a estratégia da sigla para a corrida eleitoral rumo ao Palácio do Planalto. O anúncio formal põe fim a um longo período de incertezas e expõe o isolamento da legenda, que acabou forçada a marchar em uma chapa pura na disputa de 2026.
A decisão de colocar Gilberto Kassab na vice-presidência representa o esgotamento das negociações do partido, que inicialmente tentava dialogar com outras agremiações políticas para evitar uma composição restrita aos próprios quadros. Diante do fracasso em atrair aliados de peso, os fundadores do partido passaram a pressionar para que o dirigente nacional assumisse a vaga. O argumento interno é que Ronaldo Caiado migrou para o PSD há menos de seis meses, tornando indispensável a presença do chefe da sigla para garantir o controle partidário e o equilíbrio político na chapa.
O movimento escancara o oportunismo das velhas lideranças que tentam se manter no centro das articulações nacionais. Ao assumir o posto de vice, Gilberto Kassab reforça seu pragmatismo na montagem dos palanques regionais e tenta dar sobrevida a um projeto nacional que nasce esvaziado. A cúpula pessedista tenta capitalizar a influência do dirigente em diversos estados da federação para arrastar prefeitos e governadores para uma campanha que carece de entusiasmo popular e apoio das bases trabalhadoras.
A escolha do vice também escancara o tamanho da crise na candidatura de Ronaldo Caiado, que aparece empacado com pífios 3% das intenções de voto nas principais pesquisas de opinião. O ex-governador goiano busca desesperadamente consolidar seu nome como uma alternativa viável de terceira via, mas sofre com a falta de carisma e com a rejeição a propostas conservadoras que em nada se diferenciam do modelo econômico falido que penaliza a população mais pobre do país.
Na tentativa de viabilizar o projeto, o candidato tenta atrair setores da direita e do empresariado que estão profundamente insatisfeitos com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Embora Ronaldo Caiado adote uma postura de cautela e evite fazer ataques frontais ao filho de Jair Bolsonaro, o comitê pessedista atua nos bastidores para herdar o espólio político da extrema direita que começa a ruir devido aos escândalos de corrupção e desvios morais que asfixiam a campanha do clã.
Com a confirmação da aliança doméstica, o partido encerra as discussões internas e define sua linha de atuação, apostando em um pacto de conveniência entre o coronelismo de Ronaldo Caiado e a tradicional fisiologia política comandada por Gilberto Kassab. A consolidação da chapa pura indica que o grupo terá imensas dificuldades para furar a polarização nacional, restando-lhes apenas o papel de coadjuvantes em uma disputa onde o campo progressista liderado pelo presidente Lula desponta como o verdadeiro defensor da democracia e do desenvolvimento social.
Com informações do Brasil 247
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