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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva deu mais um passo decisivo para reconstruir o Brasil e reverter o desmonte científico promovido durante a trágica gestão de Jair Bolsonaro. Em uma ação conjunta entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, foi anunciado um aporte expressivo de 640 milhões de reais para a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. O montante, que divide os recursos entre 440 milhões de reais vindos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e 200 milhões de reais do banco estatal, visa impulsionar setores industriais estratégicos e de alto valor agregado, devolvendo ao país o protagonismo no cenário tecnológico global.
Essa iniciativa consolida o modelo eficiente da organização social, criada em 2013 no governo do Partido dos Trabalhadores, que atua interligando diretamente o setor privado a universidades e institutos de excelência. O formato acelera a criação de produtos e processos avançados sem a burocracia dos editais públicos tradicionais, dividindo os riscos financeiros entre o governo e as empresas. O financiamento é compartilhado e não reembolsável, cobrindo até um terço dos custos para grandes corporações e chegando a metade do valor total no caso de micro e pequenas empresas, que ainda contam com o suporte técnico e financeiro do Sebrae para aumentar sua competitividade.
O investimento robusto surge como uma resposta direta à urgente necessidade de superar o atraso tecnológico nacional, agravado por anos de negligência da extrema direita. Atualmente, o Brasil destina apenas algo entre 1,1% e 1,3% do seu Produto Interno Bruto para pesquisa e desenvolvimento, um índice vergonhoso quando comparado à média superior a 3% registrada nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Essa defasagem histórica decorre da falta de investimentos privados robustos e da escassez de capital de risco, gargalos que os Centros de Competência da instituição pretendem solucionar ao focar em áreas críticas para a soberania econômica.
Entre as prioridades absolutas do novo aporte está o desenvolvimento do hidrogênio verde, apontado mundialmente como a energia do futuro no processo de transição ecológica global. Essa tecnologia limpa utiliza a eletricidade de fontes renováveis para realizar a eletrólise da água, sendo fundamental para descarbonizar complexos industriais pesados de difícil eletrificação, como as usinas siderúrgicas, o transporte marítimo, a aviação e a fabricação de fertilizantes. O Brasil possui uma vantagem competitiva gigantesca nesse setor devido ao seu imenso potencial energético, com destaque para a região Nordeste e seus complexos portuários estratégicos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco.
Além da agenda de sustentabilidade, os recursos financeiros federais serão direcionados para o avanço da inteligência artificial e a extração e processamento de minerais críticos. A inteligência artificial é considerada transversal por sua capacidade de elevar a produtividade em todos os ramos econômicos, enquanto os minerais críticos são insumos insubstituíveis na produção de semicondutores, baterias e componentes de alta tecnologia. Ao fortalecer essas frentes com recursos do fundo setorial criado em 1969, a gestão atual enterra o passado de negacionismo e recoloca a ciência brasileira na rota do progresso e do desenvolvimento sustentável.
Com informações da Fórum
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