Segurança de Jair Bolsonaro é indiciado por circular com pistola do ex-presidente em Brasília

Portal Plantão Brasil
1/7/2026 15:41

Segurança de Jair Bolsonaro é indiciado por circular com pistola do ex-presidente em Brasília

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A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança de Jair Bolsonaro, por porte ilegal de arma de fogo. A corporação tomou a medida após abordar o militar em uma blitz e encontrar no interior de seu veículo uma pistola Glock de calibre 9 milímetros devidamente registrada em nome do ex-presidente já condenado pela Justiça. De acordo com a conclusão do inquérito policial, o agente público transportava o armamento sem a autorização formal do proprietário e completamente fora das exigências estabelecidas pela legislação penal vigente no país.

A fundamentação jurídica utilizada pelas autoridades policiais aponta que o porte funcional decorrente do cargo militar não confere ao agente o direito de carregar armamentos registrados em nome de terceiros. A conduta em desacordo com as determinações legais configurou o crime, que foi agravado no relatório final devido ao fato de o indiciado ser um sargento da ativa do Exército. Com a finalização dos procedimentos investigativos na esfera policial, o caso foi formalmente encaminhado ao Ministério Público, órgão responsável por analisar as provas e decidir se oferecerá denúncia criminal à Justiça.

O andamento das investigações colheu o depoimento de Jair Bolsonaro, ouvido pelos delegados responsáveis. Na ocasião, o ex-presidente confirmou a propriedade da pistola apreendida na blitz e apresentou uma justificativa que gerou forte repercussão na apuração conduzida pela Polícia Civil. O político declarou em seu depoimento que a arma permanecia em sua residência oficial durante o cumprimento de sua prisão porque ele "tinha três mulheres em casa" e, sob sua ótica pessoal, a residência "não podia ficar desarmada", tentando explicar o contexto do armazenamento do artefato.

O documento oficial da Polícia Civil revelou ainda um desdobramento incomum envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no manuseio do armamento da família. Os investigadores apontaram que a pistola Glock apreendida passou por um procedimento de inutilização que contou com o aval direto e a participação da esposa do ex-presidente. Os trechos liberados do inquérito policial, contudo, não detalham os motivos específicos para a destruição parcial da arma, a data em que a ação ocorreu ou quais providências de caráter administrativo foram tomadas junto aos órgãos de fiscalização militar.

O desfecho do episódio agora depende exclusivamente da avaliação do Ministério Público do Distrito Federal sobre o conjunto de provas reunido contra o sargento Estácio Leite da Silva Filho. Os promotores de Justiça têm a prerrogativa legal de abrir uma ação penal contra o segurança, solicitar a realização de novas diligências complementares à polícia ou optar pelo arquivamento definitivo da denúncia. A decisão institucional do órgão acusador definirá se o caso envolvendo o armamento particular do líder da extrema direita avançará para um julgamento nos tribunais.

Com informações do DCM

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