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A Polícia Federal deflagrou uma nova e contundente fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro, desarticulando mais uma engrenagem do crime organizado que prospera à sombra das milícias e da extrema direita fluminense. A ação resultou na prisão do pastor e empresário Márcio Poncio, capturado em uma mansão na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital. A ofensiva mirou também o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e o conhecido contraventor Adilsinho. Ambos os líderes políticos e da contravenção já se encontravam custodiados no sistema prisional e receberam novas ordens de prisão preventiva devido à gravidade das revelações de corrupção.
As investigações policiais apontam que o grupo operava um sofisticado e perigoso esquema de vazamento de informações sigilosas diretamente para a facção Comando Vermelho, além de movimentações financeiras bilionárias totalmente ilícitas no estado. O avanço do inquérito busca estrangular os mecanismos de lavagem de dinheiro operados pela chamada nova cúpula do jogo do bicho fluminense, expondo as conexões profundas e promíscuas entre o crime organizado de rua, o jogo ilegal e influentes agentes públicos do Rio de Janeiro. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços luxuosos na capital e no município de São João de Meriti, localizado na Baixada Fluminense.
A varredura contra os operadores financeiros da contravenção foi integralmente autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou também o sequestro imediato de bens, veículos e valores que alcançam a impressionante cifra de 22 milhões de reais. O avanço desta fase ostensiva ocorreu após peritos federais analisarem minuciosamente os materiais telemáticos e documentos confiscados anteriormente com o contraventor Adilsinho. Nos arquivos apreendidos, foram localizadas listas explícitas contendo registros detalhados de contabilidade paralela, repasses mensais de propina e doações de campanhas eleitorais para políticos alinhados ao antigo governo.
Os relatórios técnicos elaborados pela Polícia Federal indicam de forma irrefutável que as planilhas financeiras apreendidas com os criminosos trazem indícios claros de distribuição de recursos públicos e privados para uma vasta rede de intermediários no cenário fluminense. O esquema possuía ramificações diretas em setores institucionais e utilizava estruturas paralelas de financiamento político para garantir a impunidade dos chefes do tráfico e do jogo do bicho. Com o cerco fechado pelas autoridades judiciais federais, o desmonte desse cartel enfraquece as bases de sustentação financeira de grupos criminosos que usavam a retórica religiosa e o poder político para ocultar crimes de colarinho branco.
Com informações do Brasil 247
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