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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a quinta etapa da Operação Unha e Carne, desfechando mais um duro golpe contra as estruturas da contravenção que historicamente se misturam com a política e com a extrema direita no Rio de Janeiro. A nova fase ostensiva mirou diretamente o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, que foi alvo de mandados de busca e apreensão. O político, que atua na órbita do fisiologismo fluminense e tenta uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, é investigado por suspeitas de integrar fluxos financeiros irregulares e articulações clandestinas ligadas ao crime organizado.
A ofensiva também resultou na prisão do pastor e empresário do setor de tabaco Márcio Poncio, capturado pelos agentes federais em um hotel de luxo na Barra da Tijuca. Ele se junta ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e ao bicheiro Adilsinho como os principais alvos de ordens de custódia preventiva autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. O clã de contraventores e operadores políticos agora enfrenta o cerco do ministro Alexandre de Moraes, que também determinou o sequestro imediato e o bloqueio de bens e contas bancárias que somam a cifra de 22 milhões de reais.
As apurações policiais apontam que o grupo utilizava as estruturas das redes de jogos ilegais e da venda clandestina de cigarros para lavar dinheiro de corrupção. A nova fase foi impulsionada pela perícia técnica em materiais apreendidos anteriormente com Adilsinho, onde foram descobertas planilhas de contabilidade paralela, anotações de pagamentos indevidos e repasses ocultos disfarçados de doações eleitorais para políticos. Marco Antônio Cabral possuía trânsito livre nesse ecossistema, tendo inclusive integrado a assessoria da presidência da Casa legislativa fluminense durante o mandato de Rodrigo Bacellar.
As investigações da Polícia Federal revelam que as ramificações do esquema alcançam altos escalões dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses, mapeando uma rede estruturada de intermediários e beneficiários do dinheiro sujo. As fases anteriores da Operação Unha e Carne já haviam exposto episódios graves de vazamento de informações sigilosas para facções como o Comando Vermelho e fraudes bilionárias em contratos de órgãos do governo estadual. Os mandados judiciais desta quinta-feira foram cumpridos em endereços comerciais e residenciais na capital e no município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Com informações do Brasil 247
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