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A Igreja Universal do Reino de Deus passou a figurar em uma representação protocolada perante o Ministério Público Eleitoral por conta do chamado Desafio de Neemias. A iniciativa, estruturada para durar 52 dias, é questionada pela Associação Movimento Brasil Laico sob a suspeita de utilizar a máquina e a fé religiosa para influenciar o processo eleitoral de 2026 em favor de candidaturas ligadas à denominação e ao partido Republicanos.
O procedimento teve início no Ministério Público de São Paulo, mas acabou repassado à Procuradoria Regional Eleitoral devido à abrangência das Eleições Gerais de 2026 e ao alcance nacional do caso. A representação pede a investigação sobre o teor de transmissões gravadas que contêm declarações em prol de representantes religiosos no meio político, críticas a decisões institucionais do Supremo Tribunal Federal e questionamentos sobre o fechamento de templos durante a pandemia.
Outro ponto destacado no documento refere-se à coleta de dados no formulário de inscrição da campanha. O cadastro solicita identificação facial, cidade, estado e o templo frequentado pelos participantes, o que a entidade denunciante classifica como potencial mecanismo de engajamento e monitoramento do eleitorado.
Em nota, o Republicanos declarou que não possui vínculo direto com a denominação religiosa, afirmando a separação formal das instituições. A Igreja Universal não se pronunciou sobre os questionamentos encaminhados. Caberá agora à Procuradoria Regional Eleitoral realizar a análise preliminar dos fatos e determinar se abrirá procedimento apuratório.
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