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A escalada do embate no Supremo Tribunal Federal ganhou contornos ainda mais graves com as revelações do deputado estadual e policial civil Leonel Radde (PT-RS). Após a decisão monocrática de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Radde denunciou já ter sido vítima de monitoramento ilegal e confecção de dossiês ilícitos conduzidos pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) em 2020, época em que Mendonça chefiava o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro. Para o parlamentar, a atitude do atual ministro do STF evidencia um duplo padrão e uma tentativa clara de retaliar quem combate o crime organizado.
Radde classificou o afastamento de Andrei Rodrigues como uma investida brutal para blindar esquemas financeiros bilionários e paralisar inquéritos sensíveis. O deputado apontou o viés político da medida ao destacar as suspeitas que pairam sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e suas ramificações com figuras da extrema-direita, incluindo os repasses milionários para o filme Dark Horse e proximidades com a família Bolsonaro. A crítica estendeu-se ainda à conduta de magistrados da Segunda Turma da Suprema Corte diante das revelações trazidas à tona pela Polícia Federal.
A denúncia do parlamentar expõe o risco iminente de retrocesso institucional e retroalimenta o debate sobre a urgência de defender a autonomia das forças de segurança republicanas. Ao convocar as forças progressistas para barrar a intimidação sobre os investigadores da PF, Radde reafirmou que o avanço da democracia brasileira depende da transparência irrestrita e do fim do uso de cargos públicos como escudo de proteção contra investigações criminais.
FUI VÍTIMA DO DOSSIÊ ILEGAL!
— Leonel Radde (@LeonelRadde) September 8, 2026
Em 2020, André Mendonça usou o Ministério da Justiça e Segurança Pública para monitorar ilegalmente policiais antifascistas, entre os quais eu. Hoje atua no STF para blindar o Zero Um e seus aliados.
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