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Depoimento do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, apontado como o responsável pelo “resumo executivo” que orientou, em 2006, a compra da refinaria, é aguardado com ansiedade pela oposição; no entanto, até agora, todas suas tentativas de defesa se mostraram constrangedoras; Fábio Barbosa, presidente-executivo do Grupo Abril, e então membro do colegiado, confirma versão da presidente Dilma Rousseff e do empresário Jorge Gerdau sobre negócio; eles negam ter recebido com antecedência cópia de contrato sobre a refinaria; advogado Edson Ribeiro também já admite que não tem provas para comprovar o fato
O ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que disse que não iria “morrer sozinho” na polêmica sobre Pasadena, irá à Câmara nesta quarta-feira (16) para dar explicações sobre a compra da refinaria do Texas (EUA), em 2006.
Cerveró é apontado como o responsável pelo “resumo executivo” que orientou, em 2006, a decisão do Conselho de avalizar a compra da refinaria. Segundo a presidente Dilma Rousseff, na época presidente do colegiado, o parecer só foi aprovado porque era falho e não continha informações sobre a totalidade da compra que custou mais de US$ 1,2 bilhão – dez vezes mais do que o preço de mercado.
Até agora, todas as tentativas de sua defesa de derrubar com ele membros do Conselho da estatal se mostraram constrangedoras. O advogado, Edson Ribeiro, na tentativa de defender o cliente para que ele não seja "bode expiatório" do caso de Pasadena, como ele mesmo diz, tem feito afirmações desmentidas por personagens do caso à época. Assim como o ministro Thomas Traumann, em nome do Planalto, e o empresário Jorge Gerdau, Fábio Barbosa, presidente-executivo do Grupo Abril, e também membro do colegiado da Petrobras em 2006, negou a versão de Cerveró, sobre a compra de Pasadena.
Os três afirmam que não receberam com 15 dias de antecedência, conforme alega o advogado de Cerveró, o contrato completo sobre a refinaria dos EUA.
Ribeiro, também admitiu que não tem provas para comprovar o fato: "Eu não tenho como atestar se o conselheiro A, B ou C recebeu algum documento sobre o caso específico. Se tiver necessidade, vou buscar provas", disse.
A versão foi igualmente derrubada por documentos. Reportagem dos jornalistas Sabrina Valle e Vinicius Neder, do O Estado de S. Paulo, revela que o parecer com informações fundamentais sobre a negociação ficaram prontos apenas às vésperas da reunião do conselho que decidiu pela compra da refinaria do Texas, Estados Unidos. "Nove documentos estão anexados à ata dessa reunião, datados entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro de 2006. Sua leitura mostra que uma série de alertas foi omitida do resumo executivo apresentado por Cerveró ao conselho. Todo o processo foi feito a toque de caixa", diz a reportagem.
Com audiência marcada para as 11h na Comissão de Fiscalização e Controle, depoimento de Cerveró é aguardado com ansiedade pelas bancadas da oposição que forçam a aprovação da CPI da Petrobras. No entanto, ele já com credibilidade abalada.
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