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Ministros do governo Michel Temer têm ignorado a orientação do Palácio do Planalto e negociam palanques regionais em favor de candidaturas de potenciais adversários do emedebista nos Estados. A intenção de Temer é aproveitar a reforma ministerial prevista para este mês para manter na Esplanada apenas partidos que fizerem parte do mesmo projeto eleitoral do MDB.
Em ao menos quatro casos, porém, as legendas não querem se comprometer com a vinculação e já negociam os substitutos de seus ministros, independentemente de apoiar ou não o projeto de Temer.
No Paraná, por exemplo, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), comanda articulação de chapa estadual que dará palanque presidencial ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Lá, o PP deve lançar ao governo a atual vice-governadora, Cida Borghetti, mulher de Barros. Ela deve assumir o governo em abril, quando o governador, Beto Richa (PSDB), renunciará ao cargo para concorrer como candidato ao Senado na chapa de Cida.
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), é outro que tem atuado em desacordo com os interesses eleitorais de Temer. Kassab já deu declarações públicas de que praticamente selou acordo com o PSDB em São Paulo, onde o MDB ainda estuda se lança Paulo Skaf como candidato a governador. Pelo acordo, o PSD indicará o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por um tucano e, em troca, se compromete a apoiar Alckmin no plano nacional.
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