Política · Justiça

Moraes mira aliado de Flávio Bolsonaro em operação contra fraudes bilionárias

O STF autorizou o bloqueio de até R$ 6 bilhões e a quebra de sigilos do advogado Willer Tomaz, figura ligada a Flávio Bolsonaro e investigada por esquemas no INSS e possíveis desvios envolvendo o senador Weverton Rocha.

Foto: Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal. Foto: Alejandro Zambrana/STF · Original e licença

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma ofensiva severa contra o advogado Willer Tomaz, conhecido por sua proximidade com o senador Flávio Bolsonaro. A decisão, proferida na última sexta-feira, impõe o bloqueio de bens até o patamar de R$ 6 bilhões, além de determinar o cancelamento dos passaportes do investigado e a interrupção das operações de suas empresas.

A medida judicial faz parte de um esforço para rastrear movimentações financeiras suspeitas, abrangendo os sigilos bancário, fiscal e cambial de uma das holdings de Tomaz. O magistrado deu um prazo exíguo de 24 horas para que os órgãos responsáveis entreguem as informações solicitadas. O valor bilionário fixado pelo tribunal funciona como um teto para a constrição patrimonial, não significando que essa quantia tenha sido efetivamente encontrada nas contas do advogado.

Willer Tomaz está no radar da Polícia Federal por sua participação na Operação Sem Desconto, que desarticula fraudes contra o INSS. Dentro desse mesmo inquérito, os investigadores buscam esclarecer indícios de lavagem de dinheiro que apontariam para o senador Weverton Rocha, do PDT, como um dos destinatários dos recursos. Tanto o parlamentar quanto o advogado refutam as acusações e negam qualquer irregularidade em suas condutas.

Paralelamente, o nome de Tomaz surge em apurações sobre a rede de negócios de Flávio Bolsonaro. Documentos revelados pela imprensa indicam que a Polícia Federal analisa registros da Alcazar Holdings para verificar uma possível sociedade oculta do senador na casa de apostas Best Bet, operada via Portugal. A equipe de Flávio Bolsonaro insiste que ele não é alvo de inquérito no STF e que a relação com o advogado se limita a laços de amizade, contestando a interpretação dos dados bancários.

Em resumo: - O STF bloqueou até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz e suspendeu suas atividades empresariais. - O advogado é investigado por fraudes no INSS e por suposta lavagem de dinheiro que teria o senador Weverton Rocha como beneficiário. - A PF apura se Flávio Bolsonaro possui sociedade oculta em plataformas de apostas através de estruturas ligadas a Tomaz.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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