Campanha de Lula denuncia retirada de proteção em estações do Metrô na Paulista
Coordenador da campanha petista afirma que o Metrô de São Paulo ordenou a remoção de tapumes que seriam usados para evitar vandalismo durante ato eleitoral.

Foto: Estação Trianon-Masp do Metrô protegida com grades para ato de campanha de Lula - Mariana Zylberkan/Folhapress · Original e licença
A reta final da campanha do presidente Lula (PT) em São Paulo foi marcada por um impasse logístico na Avenida Paulista. A coordenação da campanha denunciou que o Metrô, sob gestão do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), ordenou a retirada de tapumes que haviam sido instalados pelo partido para proteger as entradas das estações Consolação e Trianon-Masp durante o ato deste sábado (24).
Segundo o deputado federal Kiko Celeguim, coordenador da campanha, a instalação das placas de ferro foi previamente acordada em uma reunião realizada no dia 20 com representantes da companhia e da Polícia Militar. O serviço chegou a ser iniciado por uma empresa terceirizada na noite de sexta-feira (23), mas foi interrompido por ordem de funcionários do Metrô.
Celeguim relatou que a equipe foi surpreendida pela exigência de remoção do material já instalado. "A gente obedeceu por óbvio, sem entender muito bem o que significa isso", afirmou o coordenador. A medida de proteção visava evitar episódios de vandalismo, como os registrados no primeiro turno, quando estações foram pichadas e tiveram vidros danificados.
Para monitorar o evento e evitar possíveis conflitos, a campanha mobilizou um grupo de advogados, incluindo membros do coletivo Prerrogativas e do Sindicato dos Advogados de São Paulo. A defesa também solicitou formalmente que os policiais militares que atuarão na segurança do ato utilizem câmeras corporais e estejam devidamente identificados.
Procurada, a administração do Metrô informou que está reunindo informações para se manifestar sobre o caso.
Em resumo
- A campanha de Lula afirma que o Metrô de SP impediu a instalação de tapumes de proteção em estações da Paulista.
- O PT alega que a medida havia sido combinada previamente com a companhia e a Polícia Militar.
- Advogados ligados ao partido acompanharão o ato para evitar contratempos e solicitaram o uso de câmeras corporais pela PM.
Fonte: Folha de S.Paulo

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