Flávio Bolsonaro articula manobra jurídica para remover Moraes de inquérito no STF
Senador Flávio Bolsonaro prepara petições para questionar a relatoria e a imparcialidade de Alexandre de Moraes em investigação sobre suas relações com Willer Tomaz.

Foto: Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro Crédito: Rosinei Coutinho/STF I Geraldo Magela/Agência Senado · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL) prepara uma ofensiva jurídica para tentar afastar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração, divulgada pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, investiga supostas conexões entre o parlamentar e o empresário Willer Tomaz.
A estratégia da defesa baseia-se em dois recursos distintos que serão apresentados ao presidente da Corte, Edson Fachin. O primeiro, uma exceção de prevenção, argumenta que o caso deveria estar sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, devido a conexões com a Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. Já a exceção de suspeição alega um suposto conflito de interesses, citando o uso de uma aeronave que teria sido compartilhada por uma empresa mencionada em relatório da Polícia Federal e pelo magistrado.
O inquérito em questão teve origem na 11ª Vara Federal de Porto Alegre, focando em empresas de pagamentos ligadas a casas de apostas. A investigação ganhou corpo após a Polícia Federal analisar dados armazenados na nuvem de Willer Tomaz, amigo do senador. Um dos pontos centrais da apuração envolve uma mensagem sobre a conta Alcazar Holding, embora a defesa de Flávio Bolsonaro sustente que o Banco Santander já enviou documento ao STF negando qualquer vínculo do político com a referida conta.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro busca retirar Alexandre de Moraes de inquérito sobre suas relações com Willer Tomaz.
- Defesa alega que o caso deveria ser relatado por André Mendonça e aponta suspeição de Moraes.
- Investigação apura supostos vínculos do senador com a conta Alcazar Holding, o que a defesa nega com base em certidão bancária.
Fonte: Brasil 247

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