Secretário de Direitos Humanos de Guarujá cai após pregar boicote a eleitores de Lula
Airton Sinto deixou o cargo na prefeitura após repercussão negativa de vídeos em que incentivava empresários a não contratarem trabalhadores de esquerda.

Foto: Secretário que defendeu demissão de eleitores de Lula deixa cargo em SP Crédito: Reprodução · Original e licença
O secretário-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania de Guarujá, Airton Sinto, pediu exoneração do cargo na última terça-feira (27), após a viralização de publicações em suas redes sociais nas quais defendia a exclusão de eleitores de esquerda do mercado de trabalho. A saída foi oficializada pela gestão do prefeito Farid Said Madi (Podemos) no Diário Oficial do município na quarta-feira (28).
Em vídeos compartilhados após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o então secretário sugeriu que empresários evitassem contratar ou manter em seus quadros funcionários que demonstrassem afinidade com o campo progressista. Em uma das gravações, Sinto afirmou: “Não mantenha no seu quadro de funcionários quem te odeia”. O ex-gestor também defendeu que empresários de direita transferissem suas empresas de estados com maioria de votos para a esquerda para São Paulo.
A postura de Sinto gerou forte reação da 73ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Guarujá. Em nota, a entidade ressaltou que a discriminação por convicção política é incompatível com o Estado Democrático de Direito e destacou que a advocacia exige conduta pautada pela ética e pelo respeito aos direitos fundamentais.
Em sua defesa, Airton Sinto negou qualquer intenção de promover segregação e alegou que suas falas foram feitas em caráter pessoal, sob o amparo da liberdade de expressão. O ex-secretário afirmou ainda que tem sido alvo de ameaças e ofensas nas redes sociais. A Prefeitura de Guarujá, por sua vez, distanciou-se das declarações, reforçando que o posicionamento do ex-integrante não reflete a visão da administração municipal.
Em resumo
- Airton Sinto pediu exoneração do cargo de secretário-adjunto de Direitos Humanos após defender a exclusão de eleitores de esquerda de empresas.
- A OAB de Guarujá criticou a conduta, classificando a discriminação política como incompatível com a ética profissional e o Estado de Direito.
- A Prefeitura de Guarujá confirmou a saída e desvinculou o governo das falas do ex-secretário.
Fonte: Brasil 247

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