O voo de luxo de Flávio Bolsonaro: US$ 150 mil pagos via conta nos EUA
O senador Flávio Bolsonaro utilizou um jato particular para deixar a Argentina rumo aos Estados Unidos, em operação custeada por conta americana e sob suspeita de intermediação internacional.

Foto: Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), acompanhado da família, após deixar o Brasil em meio a investigações no STF Crédito: Charles Vieira · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou a Argentina rumo aos Estados Unidos em um jato particular que custou US$ 150 mil, o equivalente a cerca de R$ 800 mil. A operação, realizada na madrugada da última quarta-feira (28), foi confirmada por Luis Grande, proprietário da empresa aérea argentina Baires Fly, responsável pelo transporte do parlamentar e sua família.
Segundo o empresário, o pagamento foi efetuado a partir de uma conta bancária sediada nos Estados Unidos. Grande afirmou que a contratação foi intermediada por um profissional do setor aéreo residente em solo americano, com quem mantém contato há uma década, mas evitou revelar a identidade do responsável pelo financiamento. Veículos da imprensa americana, como o The New York Times e o The Wall Street Journal, apontaram o assessor de Donald Trump, Jason Miller, como o possível articulador da viagem, embora a informação não tenha sido confirmada oficialmente pela empresa ou pela Casa Branca.
A fuga de Flávio Bolsonaro ocorreu em um cenário de grave descumprimento de ordens judiciais. O senador estava proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de deixar o Brasil e teve seus passaportes cancelados. Para contornar as restrições, o parlamentar utilizou um passaporte italiano para cruzar a fronteira terrestre e embarcar no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina.
O episódio ganha contornos de escândalo internacional não apenas pela logística da saída, mas pelo histórico da empresa contratada. A Baires Fly é citada em investigações argentinas sobre lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de insumos médicos, um caso que gerou repercussão política no país vizinho durante o governo de Javier Milei. Até o momento, a origem dos recursos utilizados para o voo permanece sem esclarecimento público, enquanto o senador, que dias antes negava qualquer intenção de deixar o país, agora se apresenta como oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.
Em resumo
- O voo de Flávio Bolsonaro custou US$ 150 mil e foi pago via conta bancária nos EUA.
- O senador desrespeitou ordens do STF que proibiam sua saída do Brasil e cancelavam seus passaportes.
- A empresa aérea utilizada, Baires Fly, é alvo de investigações sobre lavagem de dinheiro na Argentina.
- Jornais americanos indicam que o assessor de Donald Trump, Jason Miller, teria intermediado a contratação da aeronave.
Fonte: Brasil 247

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