Líder da extrema direita portuguesa vira as costas para Flávio Bolsonaro e descarta asilo
André Ventura, aliado da família Bolsonaro em Portugal, afirmou que não concederia asilo ao senador e recomendou que ele retorne ao Brasil para enfrentar a Justiça.

Foto: André Ventura e Eduardo Bolsonaro; líder da extrema direita portuguesa disse que não daria asilo a Flávio - Foto: Divulgação · Original e licença
Em uma declaração que surpreendeu parte do campo conservador, o presidente do partido português Chega, André Ventura, afirmou que não concederia asilo político ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caso estivesse no comando do governo de Portugal. A fala ocorreu durante entrevista à CNN Portugal na última quinta-feira (29).
Embora mantenha laços de proximidade com a família Bolsonaro — tendo inclusive recebido apoio público do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições legislativas de 2024 —, Ventura foi enfático ao criticar a postura do senador, que se encontra nos Estados Unidos. Para o dirigente português, o parlamentar não deveria ter deixado o Brasil.
Ao ser questionado sobre como agiria na condição de primeiro-ministro, Ventura argumentou que a legislação portuguesa e as normas da União Europeia impediriam o acolhimento de Flávio. O líder do Chega defendeu que o senador deve retornar ao país para prestar contas ao sistema judiciário brasileiro.
“Aconselhá-lo-ia a voltar ao Brasil e a enfrentar a justiça”, declarou Ventura, ressaltando que, se estivesse na mesma situação, esperaria ouvir de um aliado a recomendação de retornar para combater as acusações em seu próprio território.
Em resumo
- André Ventura afirmou que negaria asilo político a Flávio Bolsonaro caso fosse primeiro-ministro de Portugal.
- O líder do Chega criticou a fuga do senador e o aconselhou a enfrentar a Justiça brasileira.
- A declaração marca um distanciamento prático de um aliado político que recebeu apoio de Jair Bolsonaro em 2024.
Fonte: Revista Fórum

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