Netanyahu pressiona Trump por ataque ao Irã logo após eleições americanas
O primeiro-ministro israelense intensifica o lobby por uma ofensiva militar contra instalações nucleares iranianas, enquanto a Casa Branca ainda avalia caminhos diplomáticos.

Foto: Tentativa de Trump de incluir acordo com o Irã nos Acordos de Abraão enfrenta duras realidades · Original e licença
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem intensificado a pressão sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Washington execute uma ofensiva militar contra o Irã imediatamente após as eleições legislativas americanas, previstas para esta terça-feira (3). A movimentação ocorre em um cenário de divergências estratégicas entre os dois aliados sobre o futuro do programa nuclear iraniano.
Segundo informações divulgadas pelo portal Axios e repercutidas pela RT, o clima entre os líderes é de tensão. Em uma conversa telefônica realizada no último sábado (31), descrita por fontes como "dura" e "direta", Trump teria sinalizado preferência por esgotar as vias diplomáticas antes de autorizar bombardeios. O premiê israelense, por outro lado, teme que o diálogo apenas adie uma operação que considera urgente contra instalações estratégicas, como a localizada na chamada Montanha da Picareta.
O jornalista Tucker Carlson, em publicação na rede social X, afirmou que Netanyahu estaria em contato diário com Trump para viabilizar o ataque. Paralelamente, a Casa Branca mantém uma postura ambivalente: enquanto o vice-presidente JD Vance enviou uma proposta para reabrir negociações com Teerã, Trump não descarta o uso da força, declarando publicamente que o país possui planos prontos para destruir instalações iranianas em poucos minutos.
O governo iraniano, por sua vez, mantém a prontidão. O líder supremo, Mojtaba Khamenei, ordenou que as Forças Armadas estejam preparadas para uma resposta imediata e sem restrições geográficas caso o país seja atacado. Teerã condiciona qualquer avanço diplomático ao fim do bloqueio naval imposto pelos EUA e ao respeito às suas exigências de soberania, conforme o plano de sete etapas apresentado em setembro.
O cenário é agravado por preocupações internas no Pentágono. O inspetor-geral da Defesa dos EUA alertou recentemente sobre déficits estratégicos no estoque de munições, resultado do alto consumo em conflitos recentes, o que impõe desafios logísticos para uma nova campanha militar. Enquanto isso, a Rússia, por meio de Vladimir Putin, tem buscado atuar como mediadora, defendendo que ainda há espaço para uma solução negociada.
Em resumo
- Netanyahu pressiona por ataque militar ao Irã logo após o pleito americano de 3 de novembro.
- Trump mantém postura ambígua, oscilando entre ameaças de destruição e tentativas de reabrir negociações diplomáticas.
- O Irã exige o fim do bloqueio naval dos EUA como condição para qualquer acordo e mantém prontidão militar total.
- O Pentágono enfrenta dificuldades de estoque de armamentos, o que pode impactar o planejamento de uma nova ofensiva.
Fonte: Brasil 247

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