Política · Economia

Gabrielli defende debate sobre nova política de juros e critica austeridade

Coordenador do programa de governo de Lula, José Sérgio Gabrielli, apoia propostas de André Lara Resende para integrar políticas fiscal e monetária.

Foto: José Sérgio Gabrielli Crédito: PT · Original e licença

O economista José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo do presidente Lula, abriu um novo capítulo no debate econômico nacional ao manifestar apoio público às teses de André Lara Resende. Em um documento de 11 páginas divulgado nesta segunda-feira (2), Gabrielli defende a necessidade de superar o que chama de conflito entre as políticas fiscal e monetária, criticando a atual condução da austeridade.

O ponto central da análise de Gabrielli é a proposta de Lara Resende para a criação do Conselho Federal Monetário e Fiscal (CFMN). O objetivo seria integrar as metas de orçamento e juros em ciclos plurianuais. O modelo sugere que a taxa Selic flutue entre 3% e 5,5% ao ano, com uma fase de transição fixada em 7,5%. Para o ex-presidente da Petrobras, a coordenação entre Tesouro e autoridade monetária é urgente para evitar o que classifica como o pior dos mundos no curto prazo.

Apesar da repercussão no mercado financeiro, o governo federal buscou conter especulações sobre uma possível mudança imediata na condução econômica. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou a existência de qualquer reunião agendada entre o presidente Lula e Lara Resende. Segundo o ministro, o governo não está discutindo a implementação das propostas do economista no momento.

Em seu manifesto, Gabrielli também questionou o alarmismo sobre a dívida pública. Ele argumenta que o indicador de endividamento líquido, em 69,3% do PIB, está dentro dos padrões internacionais. O economista celebrou a pluralidade de visões sobre o tema, afirmando que o debate é fundamental para o desenvolvimento nacional.

Em resumo

  • José Sérgio Gabrielli defende a criação do Conselho Federal Monetário e Fiscal para integrar políticas fiscal e monetária.
  • A proposta de Lara Resende sugere que a Selic flutue entre 3% e 5,5% ao ano.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que haja agenda marcada entre Lula e Lara Resende para discutir o tema.

Fonte: Brasil 247

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