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Gestos de solidariedade marcam despedida de mestrando morto após agressão em Santos

Após falecimento de engenheiro agredido em ato político, família autoriza doação de órgãos que beneficiou quatro pessoas; polícia investiga latrocínio.

Foto: O engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, assassinado em Santos - Foto: Divulgação/Linkedin · Original e licença

O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, teve sua vida interrompida de forma trágica após ser vítima de um latrocínio em Santos, no litoral de São Paulo. O jovem, que cursava mestrado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi agredido e roubado na madrugada de 24 de outubro, após se afastar de um evento político pró-Lula para utilizar um banheiro nas proximidades.

Após a confirmação da morte cerebral, a família de Marcelo tomou uma decisão que transformou o luto em esperança para outras pessoas: a autorização para a doação de seus órgãos. O gesto permitiu o transplante de pâncreas, rim, fígado e córneas, salvando quatro pacientes que aguardavam na fila. Em declaração ao portal g1, o pai da vítima, Marcelo Rodrigues da Rocha, destacou a generosidade do filho, afirmando que ele "perdeu a vida, mas salvou quatro".

A Polícia Civil de São Paulo identificou oito suspeitos de envolvimento no crime, sendo seis adolescentes e dois adultos. As investigações apontam que a agressão foi transmitida ao vivo pelos próprios autores através de uma rede social. Um dos adultos teve a prisão temporária decretada, enquanto um adolescente, suspeito de desferir o golpe que derrubou o engenheiro, foi localizado e apreendido em Itariri, no interior do estado.

Marcelo era um acadêmico promissor, com planos de realizar estágios científicos na Alemanha e na França. A Unifesp, onde ele desenvolvia pesquisas no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira, suspendeu suas atividades em sinal de luto pela perda do estudante.

Em resumo

  • Marcelo de Oliveira Rocha, 28 anos, faleceu após ser vítima de latrocínio em Santos no dia 24 de outubro.
  • A família autorizou a doação de órgãos do jovem, beneficiando quatro pessoas que aguardavam transplantes.
  • A Polícia Civil identificou oito suspeitos, com um adulto preso temporariamente e um adolescente apreendido.
  • O crime, que incluiu a transmissão da violência pelas redes sociais, segue sob investigação das autoridades.

Fonte: Revista Fórum

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