Brasil

Setor de combustíveis alerta: Brasil precisa de mais energia para crescer

A ANDC defende investimentos em refino e fortalecimento da distribuição regional para superar o déficit energético brasileiro em relação à média mundial.

Foto: Francisco Neves, diretor da ANDC, defende investimentos na oferta de energia, no refino e na distribuição regional de combustíveis para fortalecer o abastecimento brasileiro Crédito: Divulgação/ANDC · Original e licença

Para impulsionar o desenvolvimento econômico e reduzir as desigualdades regionais, o Brasil precisa urgentemente ampliar sua oferta de energia e fortalecer a rede de distribuição de combustíveis. A avaliação é da Associação Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (ANDC), que aponta a necessidade de uma política energética robusta para garantir o abastecimento em todo o território nacional.

Em entrevista à TV 247 nesta sexta-feira (6), o diretor da entidade, Francisco Neves, apresentou dados que evidenciam o desafio brasileiro. Atualmente, a oferta interna de energia por habitante no país é de 1,54 tonelada equivalente de petróleo (tep), índice inferior à média mundial, que é de 1,88 tep. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos, esse número chega a 6,36 tep por pessoa.

Segundo Neves, o país deve priorizar o fortalecimento da Petrobras, especialmente com novos investimentos em refino. O dirigente defende que a estatal, descrita por ele como uma empresa de "perfil exitoso", é fundamental para organizar a cadeia nacional e reduzir vulnerabilidades no fornecimento de derivados essenciais para a indústria e o transporte.

Além da produção, a ANDC destaca o papel estratégico das distribuidoras regionais. Essas empresas são responsáveis pela capilaridade do sistema, garantindo que combustíveis cheguem a municípios menores e áreas distantes dos grandes centros. A entidade sustenta que o planejamento nacional deve integrar a modernização logística e um ambiente regulatório que favoreça esses operadores.

Por fim, a associação defende que a transição energética ocorra de forma equilibrada. O objetivo é conciliar a adoção de novas tecnologias com a manutenção da infraestrutura de combustíveis líquidos, assegurando que o crescimento da oferta acompanhe as necessidades produtivas do Brasil.

Em resumo

  • O Brasil possui oferta de energia por habitante abaixo da média mundial.
  • A ANDC defende investimentos em refino pela Petrobras para garantir segurança energética.
  • Distribuidoras regionais são apontadas como essenciais para levar combustíveis a áreas remotas.
  • A entidade prega uma transição energética que preserve a infraestrutura de combustíveis líquidos.

Fonte: Brasil 247

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