Gravação revela novos suspeitos de matarem Marielle, e eles são da milícia cujo chefe foi ajudado por Flávio Bolsonaro

Portal Plantão Brasil
27/10/2019 12:16

Gravação revela novos suspeitos de matarem Marielle, e eles são da milícia cujo chefe foi ajudado por Flávio Bolsonaro

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6134 visitas - Fonte: Uol

O miliciano Jorge Alberto Moreth afirmou, em conversa telefônica com o vereador Marcello Sicilliano (PHS), que o político Domingos Brazão é o mandante e pagou R$ 500 mil pelo atentado que resultou nas mortes da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.







O registro do diálogo faz parte de denúncia obtida pelo UOL, assinada pela ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enquanto ainda estava à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR).



Conhecido como Beto Bomba, Moreth é um dos chefes da milícia que atua em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio.







Na conversa com Sicilliano, ele apontou também três integrantes do Escritório do Crime que seriam os verdadeiros assassinos de Marielle e Anderson: Leonardo Gouveia da Silva, o Mad, Leonardo Luccas Pereira, o Leléo, e Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho.



O miliciano afirma que o trio teve o apoio do major da Polícia Militar (PM) Ronald Paulo Alves Pereira, que teria comandado o grupo de matadores de aluguel.



Na denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por obstrução no Caso Marielle, Dodge arrolou o miliciano como uma das testemunhas da PGR.







Para a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), os assassinos são o PM da reserva Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, também apontados como integrantes do Escritório do Crime, braço armado da milícia de Rio das Pedras. Eles estão presos desde março e negam participação no caso.



O diálogo continua com o miliciano a dizer quem seriam os assassinos:



Moreth: Mas você quer saber os nomes dos três moleques?



Sicilliano: Quero.



Moreth: Vou te falar aqui pra gente aqui hein, chefe, morre aqui hein?



Sicilliano: Claro.



Moreth: Mad, Macaquinho, que está foragido, e Leléo. E tinha uma guarita do... e tinha uma guarita do... tinham uma guarita de um oficial dando suporte para eles, se eles tomassem um bote no meio do caminho, que é o Ronald, que ia soltar, salvar os moleques, mas isso é a pedido do malandragem, do Sr Brazão, tudo isso saiu do Sr Brazão.




Os três criminosos citados — Mad, Macaquinho e Leléo — são matadores de aluguel do Escritório do Crime, indicam investigações da Polícia Civil do Rio. Há um ano, Leléo e Macaquinho foram denunciados pelo MP-RJ por chefiarem uma milícia no Morro do Fubá, na zona norte da capital fluminense.



VALE LEMBRAR que Flávio Bolsonaro deu emprego à mãe e esposa de Adriano de Nóbrega, foragido, que é chefe da milícia escritório do crime. Para explicar a mamata, Queiroz, que foi chefe de gabinete de Flávio, disse que a família estava passando por dificuldades.



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