556 visitas - Fonte: Yahoo Brasil
A CPI da Pandemia retoma os trabalhos na próxima semana com foco na apuração de possíveis irregularidades para compra de vacinas contra a Covid-19 pelo governo federal e vai ouvir, na terça-feira (3), o reverendo Amilton Gomes de Paula.
Na quarta-feira (4), está marcada a oitiva do sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. A empresa teria intermediado as conversas para compra da vacina indiana Covaxin, produzida pelo laboratório Bharat Biotech.
Já o depoimento de quinta-feira (5) dependerá da votação de requerimento, que deverá ocorrer na terça, antes da audiência com o reverendo. A previsão é a de que Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos, preste esclarecimentos aos senadores.
O líder religioso teria obtido autorização do Ministério da Saúde para negociar, em nome do governo federal, a aquisição de 400 milhões de doses do imunizante da Astrazeneca.
A expectativa para o início dos trabalhos neste segundo semestre é grande porque muitos senadores aproveitaram o recesso para aprofundar a análise de documentos e denúncias que chegaram à CPI.
Os senadores foram divididos em núcleos temáticos, como foi o caso da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Ela ficou responsável por avaliar as suspeitas relacionadas à VTCLog, empresa de logística que tem contrato com o Ministério da Saúde e com outras diferentes pastas do governo.
A senadora disse, em entrevista ao Yahoo!, que é preciso obter a quebra de sigilo da companhia para prosseguir com a investigação em relação, por exemplo, às transferências bancárias verificadas entre a VTCLog e a Precisa Medicamentos.
Eliziane Gama afirmou ainda que a CPI também recebeu denúncias de ex-servidores e de ex-militares sobre um possível esquema de pagamento de propina que envolveria agentes públicos, empresários e agentes políticos. Ela destacou ainda a necessidade de entender a relação da empresa com Roberto Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde.
Na avaliação da senadora Simone Tebet (MDB-MS), a comissão entra em uma nova fase de apuração dos possíveis esquemas de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde, por meio do superfaturamento das doses e de um “propinoduto”.
“Fomos surpreendidos por denúncias de um possível esquema de propinoduto, de compra de vacinas superfaturadas. Só não foi efetivada, embora todos os trâmites aconteceram, porque houve a denúncia de um servidor público”, destacou em entrevista ao Yahoo!.
A CPI da Pandemia, que iria funcionar até agosto, teve o prazo prorrogado por mais 90 dias e, por isso, as reuniões continuam até novembro.
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