627 visitas - Fonte: O Globo
O agravamento da crise provocada pelo escândalo das joias de R$ 16,5 milhões apreendidas pela Receita Federal — que seriam “presente” do governo da Arábia Saudita para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro – levou integrantes do PL a procurarem nesta terça-feira (7) o advogado Marcelo Bessa para traçar uma estratégia de defesa para o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família.
Apesar do tumulto em torno do caso nos últimos dias, até agora o PL ainda não havia decidido contratar um advogado para o ex-presidente.
Embora o advogado Frederico Wassef tenha divulgado uma nota pública em defesa de Bolsonaro no final da noite, não há uma definição a esse respeito no entorno do ex-presidente.
A conversa de Bessa foi com integrantes da ala bolsonarista do partido. Eles avaliam que a crise está fazendo seu capital político derreter, à medida que ele perde o controle da narrativa do caso nas redes sociais e no noticiário.
Interlocutores de Bolsonaro ouvidos reservadamente pela equipe da coluna temem que o desdobramento das investigações agrave ainda mais o estrago do episódio sobre a imagem do presidente, que já é considerável.
Apesar da complexidade do caso, já há uma disputa para defender Bolsonaro.
Ao divulgar a nota afirmando que as joias eram "itens personalíssimos" do presidente, Wassef entrou na fila.
Foi o mesmo argumento disseminado no início da tarde pelo ajudante-de-ordens do ex-presidente, o coronel Mauro Cid, segundo quem um segundo estojo de presentes enviado pela Arábia Saudita, contendo relógios e jóias, está guardado no acervo pessoal de Bolsonaro.
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