Primeira cerimônia de promoção de oficiais-generais no governo Lula sai do clube militar para o Palácio do Planalto

Portal Plantão Brasil
4/4/2023 13:42

Primeira cerimônia de promoção de oficiais-generais no governo Lula sai do clube militar para o Palácio do Planalto

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Em evento que marca a aproximação com militares, Lula sedia no Palácio do Planalto nesta terça-feira (4) a cerimônia de apresentação da primeira leva de oficiais generais promovidos durante seu governo.

No total, 56 oficiais das três forças receberam a promoção, que utiliza critérios de antiguidade, merecimento, escolha, ou ainda por bravura e post mortem.

Estarão presentes, os comandantes das três Forças Armadas, o general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, do Exército; o almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, da Marinha; e o tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, da Aeronáutica, além do Ministro da Defesa, José Mucio.

Aproximação com militares

Após um relacionamento turbulento com militares até os atos terroristas de 8 de janeiro, Lula agora busca construir pontes com a cúpula militar, principalmente por meio do comandante-geral do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

Paiva ganhou a confiança de Lula quando o vídeo de um discurso em que ele pregava o afastamento dos militares da política após a derrota de Bolsonaro chegou às mãos do presidente.

Alçado ao comando do Exército, Tomás Paiva tem buscado frear o ímpeto de militares simpatizantes de Bolsonaro e punir aqueles que estão envolvidos com a político.

“Meu objetivo é afastar a política do Exército. Somos profissionais e temos que focar no nosso trabalho”, disse o comandante do Exército ao jornal O Globo.

Na entrevista, ele afirmou ainda que puniria os oficiais que comemorassem o aniversário do golpe militar, em 31 de Março, que voltou à agenda militar durante o governo Bolsonaro.

Do Clube para o Planalto

O evento de promoção de oficiais, que comumente é realizado em clubes militares em Brasília, será realizada desta vez no salão nobre do Palácio do Planalto, sede do governo federal, a partir das 16h.

Geralmente restrito ao universo militar, os atos de promoção de oficiais ganharam conotação política durante o governo Jair Bolsonaro (PL), que praticamente compareceu a todos os eventos do tipo durante sua gestão.

Encontros com oficiais das Forças Armadas marcaram, inclusive, o período em que Bolsonaro manteve silêncio enquanto tramava, nos bastidores, tentativas de impor um golpe de Estado, como mostram as investigações recentes da Polícia Federal.

No dia 1º de dezembro de 2022, o ex-presidente compareceu à solenidade de promoção de 10 generais no Clube do Exército, em Brasília. Quatro dias depois, Bolsonaro chorou durante na apresentação de outros 26 oficiais generais no Clube Naval, também na capital federal.

À época choro de Bolsonaro foi interpretado por apoiadores como "senha" para um possível golpe de Estado. No entanto, o choro teria ocorrido justamente pelo contrário.

Segundo militares, que falaram em anonimato à jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, o presidente chorou por não ter identificado, no evento das Forças Armadas, nenhuma sinalização de apoio para uma aventura golpista.

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