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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu permissão ao ex-ministro bolsonarista Anderson Torres para permanecer em silêncio durante seu testemunho à CPMI do 8 de Janeiro. A determinação, no entanto, exige que Torres compareça como testemunha e proíbe qualquer contato pessoal e individual com os senadores Marcos do Val e Flávio Bolsonaro.
A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 8 de agosto, pouco antes do depoimento de Torres ao Congresso Nacional. Moraes enfatizou que o silêncio só pode ser invocado em resposta a perguntas que possam incriminar o depoente.
Torres e sua equipe jurídica haviam solicitado que ele fosse ouvido na qualidade de investigado, mas esse pedido foi negado. Em relação aos senadores Do Val e Flávio, Moraes destacou a relação entre os eventos investigados e os dois parlamentares, reforçando a necessidade de manter distância entre eles e Torres.
A proibição de contato entre Torres e os senadores mencionados também se estende à proibição de visitas dos parlamentares ao ex-ministro. Moraes explicou: “Considerando a evidente conexão dos fatos em apuração e as investigações das quais ambos fazem parte, fica mantida a proibição de contato pessoal e individual com ambos”.
Diante da expectativa de que Torres pudesse permanecer em silêncio, aliados do governo já estão elaborando uma estratégia para o depoimento. Eles pretendem destacar publicamente questões que reforcem a ligação entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e a tentativa de golpe de Estado.
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