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Durante a sessão da CPMI do 8 de janeiro, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) gerou polêmica e indignação com um discurso em que atacou pessoas de esquerda e fez declarações de cunho transfóbico. Ele afirmou que apenas pessoas com "gravíssimos problemas em sua formação psicológica" aprovariam a ideia de um ser humano poder ser o que quiser.
Em defesa do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, Feliciano questionou quem, em sã consciência, aprovaria a ideia de um ser humano poder ser uma árvore, um gato, ou um ser sem sexo definido.
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) não deixou as declarações passarem em branco e reprovou as falas do deputado, mencionando que tem um filho de esquerda. Isso gerou um intenso bate-boca, com Feliciano batendo na mesa, elevando ainda mais os ânimos na sessão.
A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), interveio, repreendendo a atitude agressiva de Feliciano e pedindo respeito à senadora Thronicke. Feliciano, por sua vez, tentou se defender, criticando a "turma da esquerda" e se referindo a eles como "mimizentos".
O presidente da CPMI, Arthur Maia (União-BA), buscou acalmar os ânimos, desmentindo a alegação de Feliciano de que Soraya teria apontado o dedo para ele e pedindo que a sessão voltasse à normalidade.
A fala de Marco Feliciano na CPMI dos Altos Golpistas é totalmente abjeta, transfóbica, misógina, antidemocrática. Lunática é essa fala!
— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) August 8, 2023
Marco Feliciano precisa responder por isso no Conselho de Ética.
E sim, nós seguimos lutando para que todo o ser humano possa ser O QUE QUISER! pic.twitter.com/aqG7JQqfIG
Soraya foi vítima de violência política agora pouco na cpmi, pelo deputado Marco Feliciano, os senadores imediatamente foram em defesa dela! pic.twitter.com/upUeYrZ85i
— cabo usb (@sorymarrua) August 8, 2023