1805 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Em uma revelação bombástica, o Intercept expôs que o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), gastou quase R$ 3 milhões em publicações no Estúdio Folha, uma divisão do jornal Folha de S. Paulo, com o intuito de veicular "matérias" positivas sobre sua gestão. Este é o mesmo prefeito que busca o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para sua reeleição, mostrando mais uma vez a falta de ética e transparência na política bolsonarista.
A investigação detalhou os pagamentos feitos pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Paulo ao jornal, intermediados pela agência de publicidade Propeg. Esta agência, que tem um contrato de R$ 200 milhões com a prefeitura, está sob investigação do Ministério Público de São Paulo.
Em 2023, a prefeitura, através da Propeg, já repassou R$ 2,3 milhões à Folha. Em 2022, o valor foi de R$ 448 mil. Como resultado, 61 reportagens foram publicadas em uma página criada pelo Estúdio Folha nos últimos dois meses.
O conteúdo pago é sutilmente identificado com um pequeno logotipo do Estúdio Folha, sem qualquer menção de que é um informe publicitário. O Estúdio Folha, em sua divulgação, afirma que utiliza as ferramentas do jornalismo para oferecer "conteúdo feito sob medida para marcas".
Em uma clara contradição, enquanto a seção de publicidade da prefeitura elogiava a alimentação nas escolas, uma reportagem da própria Folha, feita por seus repórteres, criticava a falta de feijão na merenda escolar, mesmo com a prefeitura tendo R$ 35 bi em caixa.
O contrato da prefeitura com a agência Propeg está sob investigação devido a um aumento suspeito de 25% no valor original. Além disso, a aliança de Ricardo Nunes com Bolsonaro e a possibilidade de Marta Suplicy ser sua vice mostram a política de conveniência que prevalece em São Paulo.
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