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O bolsonarismo não apenas desafia o Estado Democrático de Direito, mas também ameaça a essência do Estado laico, um fato que ficou evidente durante um ato na Avenida Paulista, onde Michelle Bolsonaro, a figura feminina mais proeminente desse movimento, fez declarações que misturam política e religião de maneira provocativa. "O Brasil é do Senhor", proclamou, ignorando que o Brasil pertence a seu povo diverso e trabalhador, não a uma entidade religiosa específica.
Desde a eleição de Fernando Collor em 1989, que marcou o início da infiltração política pela Igreja Universal do Reino de Deus, o objetivo foi claro: expandir o poder religioso dentro da política brasileira. Edir Macedo, fundador da Igreja, simbolizou essa ambição ao participar da cerimônia de posse de Collor, demonstrando uma intenção explícita de conquistar território político.
O ato liderado por Silas Malafaia, outro proeminente líder evangélico, não foi apenas um evento político, mas um movimento para consolidar o poder religioso sobre a política, indicando a ambiguidade entre ser pastor e político. Essa simbiose aponta para um projeto muito maior que a eleição de um presidente: a transformação do Brasil em uma teocracia evangélica, onde o Estado Democrático de Direito seria substituído por um regime baseado em princípios religiosos.
Tal projeto visa eliminar as eleições e a Constituição, substituindo-as por doutrinas religiosas como lei suprema, onde a desobediência seria punida e a obediência recompensada com promessas de salvação. A tentativa liderada por Bolsonaro pode ter falhado, mas as ações subsequentes, como isenções fiscais para igrejas e possíveis anistias a golpistas, sugerem que a luta pelo poder religioso na política está longe de acabar
Com informações do Braasil 247
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