646 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O horror sem limites da elite exploradora acaba de ganhar um capítulo asqueroso envolvendo o Brasil. Novos documentos revelados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que o criminoso sexual Jeffrey Epstein, o financista que servia de elo entre poderosos e o submundo do abuso, tentou comprar agências de modelos brasileiras com um objetivo declarado: ter acesso irrestrito a garotas jovens. Em mensagens de 2016, o monstro e seus asseclas discutiam abertamente como usar marcas famosas para atrair meninas humildes, descritas por eles com desprezo, para servirem aos seus desejos doentios.
Nas trocas de e-mails, Ramsey Elkholy, o recrutador de Epstein, detalhava como agências como a Ford Models e a Elite poderiam servir de "peneira". O plano era usar concursos de beleza para atrair garotas do interior, sem experiência, que poderiam ser levadas para os EUA, Paris ou para o Caribe sob o total controle de Epstein. O nível de perversidade nas mensagens é revoltante: eles celebravam a possibilidade de "decidir o que fazer" com as jovens que passassem por esses processos, tratando seres humanos como mercadorias em um relatório de investimento macabro.

A investigação aponta que o Brasil era um alvo preferencial pela fama de suas modelos e pela vulnerabilidade que o sistema de recrutamento permitia explorar. Elkholy chegou a enviar fotos de brasileiras específicas para Epstein, organizando viagens para Nova York e descrevendo as vítimas com termos puramente estéticos, reforçando o papel de "olheiro do crime". Enquanto a defesa da Ford Models nega qualquer venda ou vínculo, os e-mails provam que o submundo do bilionário via nas passarelas brasileiras um catálogo particular para seus crimes.
Esse escândalo reforça como a extrema riqueza e o sentimento de impunidade criam predadores que não respeitam fronteiras. Epstein não buscava lucro financeiro com as agências, mas sim uma infraestrutura profissional para facilitar o tráfico e o abuso. O uso de nomes de grandes marcas e revistas internacionais como a Harper’s Bazaar servia de isca para enganar famílias e jovens que sonhavam com o estrelato, mas que, na visão desses criminosos, eram apenas peças em um tabuleiro de exploração sexual global.
A revelação desses e-mails é um soco no estômago e mostra a face mais cruel do capitalismo de compadrio, onde mulheres são reduzidas a ativos de luxo para deleite de bilionários depravados. O Brasil, infelizmente, foi peça-chave nos planos de um homem que simboliza o pior da elite mundial — a mesma elite que, muitas vezes, financia movimentos reacionários para manter seus privilégios intocados. É a prova de que, para esses tipos, o "cidadão de bem" e os "valores da família" são apenas discursos para esconder práticas inomináveis.
A divulgação desse lote gigantesco de arquivos, com milhões de páginas e imagens, deve continuar abalando as estruturas do poder global e, espera-se, trazer justiça às inúmeras vítimas, inclusive brasileiras, que foram alvo dessa rede de perversidade. Não há perdão para quem usa o poder econômico para destruir vidas jovens em busca de satisfação pessoal. A história de Epstein e seus parceiros no Brasil é um lembrete urgente de que a vigilância contra a exploração humana deve ser constante e implacável.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.