508 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O cerco contra as elites globais ligadas ao submundo de Jeffrey Epstein acaba de ganhar um capítulo decisivo em Washington. Após meses de um jogo de empurra e tentativas frustradas de evitar a justiça, o ex-presidente Bill Clinton e sua esposa, Hillary Clinton, finalmente concordaram em prestar depoimentos presenciais perante o Congresso dos Estados Unidos. A mudança de postura ocorreu apenas quando o casal se viu diante do abismo: uma votação iminente na Câmara que poderia declará-los em desacato, crime que poderia resultar em punições severas para os dois nomes centrais do Partido Democrata.
O Comitê de Supervisão da Câmara, liderado pelo republicano James Comer, vinha denunciando há meses o desrespeito dos Clintons às intimações legais. Enquanto o país exige transparência sobre a rede de tráfico sexual de Epstein, o casal tentava impor restrições absurdas, como limitar o tempo de depoimento e exigir que as oitivas fossem "entrevistas voluntárias" realizadas em Nova York. A tentativa de criar um privilégio especial para os poderosos foi rechaçada pelo comitê, que manteve a exigência de depoimentos sob juramento e nos moldes tradicionais exigidos para qualquer cidadão comum.
Embora um porta-voz do casal tente vender a ideia de que eles estão sendo "colaborativos", a realidade apontada pelo comitê é que o avanço só aconteceu devido à mão firme do Congresso. Os advogados dos Clintons chegaram a exigir taquígrafos próprios para controlar os registros, numa clara tentativa de manipular a narrativa oficial. Para os investigadores, aceitar os termos que o casal tentava impor abriria margem para manobras de atraso e ocultação de fatos fundamentais sobre as viagens de Bill Clinton na aeronave de Epstein, o "Lolita Express".
Bill Clinton nega reiteradamente qualquer irregularidade, mas seu nome aparece de forma persistente nos arquivos que detalham o funcionamento da ilha de exploração sexual de Epstein. A decisão de Hillary também depor reforça a gravidade do momento, já que o Congresso busca entender o nível de conhecimento e possível cumplicidade das figuras mais influentes da política americana no esquema de tráfico de menores. O impasse que se arrastava desde agosto de 2025 agora caminha para um desfecho onde a palavra do ex-presidente será testada sob as penas do perjúrio.
Parlamentares da oposição republicana sustentam que a transparência absoluta é a única forma de atender ao interesse público. Mesmo com o apoio de deputados democratas, que tentam amenizar a situação dizendo que o casal aceitou as condições, o clima em Washington é de desconfiança. O presidente do comitê, James Comer, ainda avalia se aceita a proposta de última hora ou se prossegue com o processo de desacato para garantir que não haja novas fugas ou tentativas de blindagem política.
Este episódio serve de alerta para as elites de todo o mundo, inclusive as brasileiras que possuem conexões com esses grupos: o tempo da impunidade para quem transita em círculos de exploração sexual está chegando ao fim. A reconstrução da justiça exige que nenhum ex-presidente, por mais poderoso que seja, esteja acima da lei. Nos próximos dias, saberemos se os Clintons finalmente enfrentarão as perguntas que o mundo inteiro espera há anos, ou se conseguirão novas brechas para esconder a verdade que os arquivos de Epstein teimam em revelar.

Bill Clinton nos arquivos Epstein
Com informações do DCM
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