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O castelo de cartas do bolsonarismo está ruindo por dentro devido a uma guerra de egos e ambições eleitorais. Michelle Bolsonaro, na presidência do PL Mulher, iniciou um boicote silencioso, mas evidente, à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Enquanto o partido despeja postagens exaltando o filho "01", os canais oficiais controlados por Michelle e suas próprias redes sociais ignoram completamente o senador. Esse racha expõe que, para a ex-primeira-dama, o projeto de poder pessoal vale mais do que a união do clã que tentou destruir as instituições brasileiras.
A fúria de Michelle tem motivo claro: ela foi escanteada por Jair Bolsonaro, que escolheu o próprio filho para a sucessão em 2026, enterrando os planos da esposa de ser a cabeça da chapa ou vice. Em vez de apoiar o enteado, Michelle tem usado seu espaço para incensar figuras como Nikolas Ferreira, a quem chama de "grande líder", e para flertar abertamente com o governador Tarcísio de Freitas. O distanciamento é visto como uma traição por aliados dos filhos de Bolsonaro, que agora a atacam nos bastidores, chamando-a de "menina mimada" que coloca seus desejos acima da estratégia da extrema-direita.
Dentro do PL, a cobrança por engajamento é alta, já que Michelle detém capital político junto ao eleitorado evangélico e feminino. No entanto, ela suspendeu agendas e cancelou eventos no Rio de Janeiro e no Tocantins sob justificativas médicas ou relacionadas à prisão do marido, que não convenceram ninguém. A realidade é que Michelle parece estar em greve política, usando a estrutura do PL Mulher como moeda de troca em uma disputa doméstica que se tornou pública e vergonhosa.
A relação entre a ex-primeira-dama e os enteados, que nunca foi boa, atingiu o ponto mais baixo após Michelle criticar alianças do partido e ser repreendida publicamente por Flávio, Carlos e Eduardo, que classificaram seu comportamento como "autoritário". A resposta dela veio em forma de curtidas em comentários que sugeriam Tarcísio de Freitas como o "novo CEO" do Brasil, em detrimento de Flávio. Essa troca de farpas digitais revela que a suposta harmonia da "família tradicional" era apenas uma fachada para esconder uma luta feroz por herança política.
Mesmo com Jair Bolsonaro preso na Papuda, Michelle e Tarcísio têm articulado juntos, inclusive com ministros do STF, buscando a prisão domiciliar do ex-capitão. Porém, o tom das críticas internas subiu, com lideranças afirmando que ela tem a "obrigação" de apoiar o projeto liderado por Flávio por lealdade ao marido. A ex-primeira-dama, contudo, parece mais interessada em construir sua própria viabilidade, nem que para isso precise atropelar os filhos do homem que ela diz defender.
O cenário para 2026 mostra um bolsonarismo fragmentado entre o herdeiro de sangue e a viúva política. O boicote de Michelle ao PL nacional prova que o extremismo, quando perde o controle da máquina, volta-se contra si mesmo em um espetáculo de vaidades. Enquanto o povo brasileiro busca estabilidade, o clã que governou pelo ódio agora se afoga no próprio veneno, provando que a lealdade entre eles dura apenas enquanto o poder está em jogo.
Com informações do|DCM
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