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O governo Lula definiu que só formalizará a indicação do ministro Jorge Messias (AGU) ao Supremo Tribunal Federal quando consolidar uma ampla margem de votos no Senado, trabalhando com um patamar de segurança entre 55 e 60 apoios – número superior aos 41 exigidos pela Constituição. A estratégia, revelada pelo SBT News, visa evitar qualquer risco de derrota ou placar apertado, após a experiência de 2025, quando a resistência ao nome de Messias era maior e o ambiente político mais hostil.
Desde que foi escolhido por Lula em novembro, Messias já conversou pessoalmente com cerca de 70 senadores, e a avaliação no Planalto é que o clima atual é mais favorável. Um ponto pendente, no entanto, é a ausência de um encontro direto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que solicitado pelo ministro mas ainda não realizado. O governo espera que essa reunião seja decisiva para destravar o processo, desde que a margem de votos desejada esteja consolidada.
A cautela reflete a complexidade da articulação no Senado, onde disputas internas – como o interesse de Alcolumbre em emplacar Rodrigo Pacheco no STF – influenciam o ritmo da indicação. Enquanto a mensagem presidencial não for enviada, Alcolumbre não pode pautar a sabatina e a votação. O governo busca, portanto, assegurar uma base sólida que garanta não apenas a aprovação, mas também uma demonstração de força política para as demais agendas legislativas.
Com informações do Brasil247
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