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O governo do presidente Lula segue demonstrando maturidade e pragmatismo na condução da política externa para proteger os interesses nacionais. Na última sexta-feira (31), o chanceler Mauro Vieira conversou por telefone com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para pavimentar o caminho da visita oficial de Lula a Washington em março. O objetivo é transformar o encontro com Donald Trump em um palco para anúncios práticos, superando a fase de gestos meramente diplomáticos e focando na retomada da cooperação bilateral.
A pauta principal da reunião envolve o fim definitivo dos efeitos do "tarifaço" e das sanções que foram impostas contra autoridades brasileiras no ano passado. É importante lembrar que essas medidas agressivas da gestão Trump foram uma retaliação política à condenação de Jair Bolsonaro por sua tentativa de golpe de Estado e ao combate do STF contra a desinformação nas redes. Agora, a diplomacia de Lula trabalha para apresentar esses entraves como superados, limpando o terreno para uma relação funcional e estável.
Para dar substância ao encontro, o Brasil propôs um plano robusto de combate ao crime organizado, tema que gera forte interesse em Washington e que foi idealizado por Lula em dezembro. Além disso, Mauro Vieira deve se reunir na próxima semana com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, para discutir a redução de tarifas que hoje atingem cerca de 20% das exportações brasileiras. O governo busca aliviar o peso sobre o setor produtivo nacional e garantir fôlego econômico em um ano eleitoral.
Manter uma relação equilibrada com a Casa Branca é tratado como prioridade estratégica para reduzir riscos de tensões externas durante o processo eleitoral brasileiro de outubro. A atual gestão entende que, apesar das diferenças ideológicas abissais, o diálogo institucional é o único caminho para evitar que o Brasil seja novamente alvo de sanções arbitrárias motivadas pela solidariedade de Trump ao grupo bolsonarista derrotado nas urnas e condenado pela Justiça.
Diplomatas avaliam que a crise diplomática, que chegou a ser crítica, está perto de ser contornada graças à atuação técnica do Itamaraty e de setores empresariais que rechaçam o isolamento. O esforço é para que a boa relação pessoal estabelecida entre Lula e Trump nos contatos telefônicos recentes sirva de escudo contra novas turbulências. No entanto, o cenário ainda exige cautela devido a novos pontos de atrito internacional, como as ações americanas na Venezuela e a postura independente do Brasil no cenário global.
Ao contrário do governo anterior, que se submetia de forma humilhante aos interesses estrangeiros em troca de nada, o governo Lula negocia com altivez. A resistência brasileira em aderir cegamente a projetos como o "Conselho da Paz" de Trump reforça que o país voltou a ter uma política externa soberana. O foco em março será extrair resultados que beneficiem o povo brasileiro, mantendo a autonomia do país diante das pressões da extrema-direita internacional.
Com informações do DCM
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