315 visitas - Fonte: Plantão Brasil
As investigações sobre o esquema de tráfico sexual do bilionário Jeffrey Epstein ganharam contornos alarmantes para o Brasil com a divulgação de novos arquivos pelo Departamento de Justiça dos EUA. Documentos indicam que o francês Jean-Luc Brunel, peça-chave na engrenagem de abuso de Epstein, visitou o país em abril de 2019. Brunel, que comandava uma agência de modelos financiada pelo bilionário, teria passado por Brasília sob o pretexto de realizar seleções para o mercado internacional, aumentando as suspeitas de que o Brasil servia como base de recrutamento para o esquema.
A passagem de Brunel pela capital federal foi registrada em redes sociais por uma agência local, que posteriormente alegou desconhecer o histórico criminoso do agente. Contudo, denúncias internacionais publicadas pelo jornal The Guardian já apontavam, na mesma época, que Brunel utilizava vistos de modelos para levar adolescentes de diversos países aos Estados Unidos com o objetivo de exploração sexual. O francês, que enfrentava acusações de estupro contra menores, foi encontrado morto em uma cela em Paris em 2022, antes de ser julgado.
A profundidade dos tentáculos dessa rede criminosa no Brasil ainda esbarra no sigilo de partes dos documentos. Registros do FBI mencionam um "grande grupo brasileiro" envolvido no caso, mas detalhes cruciais e nomes permanecem sob tarjas pesadas nos arquivos oficiais. Essa ocultação de dados impede a compreensão total de quem eram os parceiros locais que facilitavam o trânsito dessas jovens, evidenciando que figuras influentes podem estar sendo protegidas por lacunas na investigação internacional.
A liberação massiva de mais de três milhões de páginas de documentos e milhares de imagens, determinada pelo Congresso americano, oferece o maior volume de provas já visto sobre o escândalo. A análise desse material, sancionada por Donald Trump antes de deixar o cargo, ocorre em um momento em que a sociedade exige respostas sobre a impunidade de bilionários e seus cúmplices. O volume de dados sugere que a participação brasileira pode ser muito mais estruturada do que simples visitas rápidas de agentes internacionais.
Para os defensores dos direitos humanos e apoiadores da justiça social, a revelação desses vínculos é um alerta sobre a vulnerabilidade do mercado da moda e a facilidade com que predadores internacionais operavam no Brasil. O fato de esses agentes circularem livremente em shoppings e agências da capital federal sem qualquer fiscalização mostra a fragilidade dos mecanismos de proteção à juventude brasileira. A análise contínua dos arquivos liberados na última sexta-feira pode trazer à tona novos nomes de colaboradores locais.
O desfecho do caso Epstein continua sendo uma ferida aberta na justiça global, e as conexões brasileiras reforçam a necessidade de cooperação internacional para punir todos os envolvidos. À medida que o material é examinado por autoridades e jornalistas independentes, espera-se que as tarjas nos documentos do FBI sejam questionadas, permitindo que a luz da verdade alcance aqueles que ajudaram a sustentar uma das maiores redes de pedofilia e tráfico humano da história recente.
Com informações do DCM
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