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A divulgação massiva de documentos sobre o criminoso Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxe à tona conexões que atingem o coração do poder econômico brasileiro. Entre os milhões de arquivos liberados, um e-mail datado de março de 2013 revela que o empresário britânico Ian Osborne, conhecido articulador de Epstein, esteve no Brasil para uma agenda de alto nível. Na mensagem enviada diretamente ao pedófilo bilionário, Osborne detalha seus encontros com figuras que controlam os maiores conglomerados de mídia e finanças do país.
No e-mail, Osborne vangloria-se de sua influência em solo brasileiro, mencionando reuniões com o empresário Eike Batista e com as famílias Marinho, proprietária do Grupo Globo, e Marino, acionista do Itaú Unibanco. O articulador descreve esses clãs como dois dos três mais "ricos e poderosos" do Brasil. Essa proximidade de um braço direito de Epstein com a cúpula do poder no Brasil levanta sérias dúvidas sobre o alcance das redes de influência que o bilionário americano tentava estabelecer em países estratégicos.
Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 antes de ser julgado por tráfico sexual de menores, utilizava intermediários como Osborne para transitar entre celebridades, políticos e grandes executivos. Ian Osborne é apontado por investigações internacionais como um lobista informal que facilitava o acesso de Epstein a círculos de prestígio e capital. O aparecimento de nomes tão centrais na vida pública brasileira nesses registros reforça a necessidade de transparência sobre quais interesses estavam em jogo nessas interações.
É emblemático que esses documentos venham a público agora, expondo como o poder econômico global, muitas vezes ligado a figuras abjetas, busca se entranhar em instituições de peso. Para os defensores da ética e da justiça, ver os nomes dos controladores da Rede Globo e do Itaú em comunicações diretas de um aliado de Epstein é um alerta sobre a fragilidade das fronteiras entre o grande capital e redes internacionais de exploração e lobby obscuro.
A morte de Epstein encerrou sua punição individual, mas o material agora revelado permite que a sociedade compreenda a extensão da teia de relações que sustentava sua impunidade. No Brasil, o silêncio inicial das grandes corporações citadas contrasta com a gravidade das menções em um processo federal dos Estados Unidos. A investigação sobre como esses contatos se converteram em influências reais no país ainda é um campo que precisa ser explorado à medida que novos arquivos forem analisados.
A reconstrução da verdade sobre o caso Epstein é fundamental para expor a promiscuidade entre bilionários e as redes de crimes sexuais e tráfico de influência. O fato de o Brasil ter sido rota de um dos principais nomes desse esquema mostra que a elite nacional não estava isolada desse submundo. Expor essas conexões é o primeiro passo para garantir que o poder econômico não sirva de escudo para práticas criminosas que chocaram o mundo inteiro.
Com informações do RT Brasil
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