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A justiça francesa deu um passo decisivo contra a impunidade digital promovida pela gestão de Elon Musk. Na manhã desta terça-feira (3), os escritórios da rede social X na França foram alvo de buscas e apreensões coordenadas pelo Ministério Público de Paris. A operação é parte de uma investigação rigorosa que apura crimes hediondos, como a disseminação de pornografia infantil e o uso de deepfakes para a criação de conteúdo sexual sem consentimento. O bilionário dono da plataforma e a ex-CEO Linda Yaccarino foram intimados a prestar esclarecimentos presenciais em Paris em abril de 2026.
O inquérito, aberto por uma unidade especializada em crimes cibernéticos, revela o lado sombrio da política de "liberdade total" de Musk, que na prática serve como escudo para a barbárie. Além das imagens envolvendo menores de idade, a investigação foca em conteúdos que negam crimes contra a humanidade e o Holocausto, além de suspeitas de que algoritmos da rede social foram manipulados por grupos organizados. A justiça francesa quer garantir que, para atuar no país, o X respeite as leis locais e não funcione como um território sem lei para a extrema-direita e criminosos digitais.
Um dos pontos mais alarmantes da denúncia envolve o Grok, o chatbot de inteligência artificial desenvolvido pela empresa de Musk. Relatos e denúncias parlamentares indicam que a ferramenta estaria sendo usada para propagar o negacionismo histórico e gerar imagens sexuais falsas de natureza abusiva. Esse cenário reforça o perigo de plataformas globais serem operadas sem nenhum filtro ético ou compromisso com a verdade histórica, servindo apenas aos interesses ideológicos de seus proprietários bilionários que se sentem acima das soberanias nacionais.
Como resposta imediata à gravidade dos fatos, o Ministério Público de Paris anunciou que abandonará o X, orientando que a população busque informações oficiais por outros canais. A decisão é um golpe simbólico e prático na credibilidade da plataforma, que vem perdendo relevância e anunciantes desde que se tornou um reduto de desinformação e discurso de ódio. A diligência policial mostra que a Europa não aceitará passivamente a transformação de espaços públicos digitais em ferramentas de manipulação e exploração.
Funcionários da empresa também serão ouvidos como testemunhas, enquanto a investigação tenta rastrear a cumplicidade da plataforma na manutenção de materiais criminosos. A acusação de "manipulação de sistema automatizado" sugere que o X pode ter interferido indevidamente em tratamentos de dados, o que configura infração gravíssima contra a privacidade e a segurança pública. Para Musk, que costuma debochar de leis e instituições, o encontro marcado com a justiça francesa em abril será um teste real de responsabilidade legal.
A ação na França serve de exemplo para o Brasil e outras democracias que lutam para regulamentar as big techs e proteger crianças e adolescentes do esgoto digital. Enquanto Elon Musk usa sua fortuna para desafiar governos, as evidências de crimes graves cometidos sob sua supervisão se acumulam. A restauração da ordem no ambiente virtual passa obrigatoriamente pela responsabilização direta dos proprietários que lucram com a circulação de conteúdos ilegais e violentos em suas redes.
Com informações do DCM
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