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As entranhas da Operação Lava Jato revelam um submundo de ilegalidades que confirmam a perseguição implacável contra o campo progressista. Em um depoimento estarrecedor, o ex-colaborador Tony Garcia confessou ter atuado como um infiltrado da 13ª Vara Federal de Curitiba por 13 anos. Garcia afirmou que recebia informações privilegiadas de Eduardo Cunha — o articulador do golpe contra Dilma Rousseff — e as repassava aos procuradores Januário Paludo e Carlos Fernando dos Santos Lima. O objetivo era claro: municiar a força-tarefa com dados que resultassem em condenações sistemáticas contra o Partido dos Trabalhadores.
O relato de Tony Garcia, feito à juíza Gabriela Hardt, detalha uma colaboração ininterrupta entre 2005 e 2018, período em que ele circulava livremente pelo Ministério Público Federal sob a proteção de Sergio Moro. Segundo o "infiltrado", a confiança dos procuradores nele era total, permitindo que ele operasse como um braço informal da investigação. Essa promiscuidade entre um empresário investigado e o aparato judicial serviu para construir narrativas que sustentaram o linchamento político de lideranças de esquerda, ignorando qualquer rastro de imparcialidade exigida pela magistratura.
A trama fica ainda mais sórdida ao envolver Eduardo Cunha, um dos personagens mais abjetos da história política recente. Cunha confirmou que mantinha contato frequente com Garcia, que fazia o papel de "leva e traz" de informações. Na prática, o então presidente da Câmara usava o espião de Moro para atacar adversários políticos, enquanto a força-tarefa de Curitiba fingia que as provas surgiam de investigações isentas. Esse "entrelaçamento" criminoso mostra que a Lava Jato não combatia a corrupção, mas a administrava para fins de poder.
Tony Garcia decidiu falar após se sentir pressionado pela própria força-tarefa em 2018. Ele relatou que o Ministério Público tentava coagi-lo a fornecer dados sobre outros políticos, como o tucano Beto Richa, para tentar dar uma fachada de "equilíbrio" às investigações que, até então, focavam quase exclusivamente no PT. A omissão da juíza Gabriela Hardt e dos procuradores durante esse depoimento revelador é gritante: ninguém questionou a ilegalidade de manter um agente infiltrado agindo à margem da lei por mais de uma década.
Sergio Moro, como de costume, tentou se desvencilhar do escândalo através de notas oficiais, negando qualquer relação com o período em que Cunha foi investigado. No entanto, as evidências enviadas ao STF e o depoimento de Garcia mostram uma realidade diferente. A colaboração, que oficialmente deveria ter durado apenas dois anos, foi estendida clandestinamente, transformando o judiciário de Curitiba em uma central de inteligência política voltada para a destruição de reputações e a desestabilização da democracia brasileira.
O caso, que agora tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria de Dias Toffoli, é a peça que faltava para entender como o sistema judicial foi sequestrado por interesses partidários. Ver os nomes de Moro e Cunha unidos na fabricação de processos contra o PT é a prova final de que o Brasil foi vítima de um projeto autoritário disfarçado de combate ao crime. A justiça agora tem a obrigação de passar a limpo essa história e punir aqueles que usaram a toga para cometer crimes contra a soberania popular.
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Com informações do DCM
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