Escândalo no Maranhão: presidente do TJ transfere R$ 2,8 bilhões para banco ligado ao Master

Portal Plantão Brasil
4/2/2026 18:11

Escândalo no Maranhão: presidente do TJ transfere R$ 2,8 bilhões para banco ligado ao Master

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A farra com o dinheiro público no Maranhão ganhou contornos de escândalo financeiro digno de cinema. O presidente do Tribunal de Justiça (TJ-MA), Froz Sobrinho, foi flagrado pelos seus próprios pares após transferir, na surdina, a fortuna de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB). A movimentação, feita sem qualquer consulta ao colegiado, detonou uma crise sem precedentes na corte e levantou suspeitas imediatas sobre o destino real desse montante bilionário.

O clima no tribunal azedou de vez quando Froz Sobrinho tentou, tardiamente, dividir o peso da decisão com os demais desembargadores em uma reunião tensa. Ele alegou que a "jogada" visava aumentar os rendimentos para pagar indenizações e benefícios a magistrados e servidores, mas o tiro saiu pela culatra. O desembargador Paulo Sérgio Velten Pereira peitou o presidente em um bate-boca histórico, recusando-se a assinar o que chamou de "decisão gravíssima" e deixando claro que não seria cúmplice de uma manobra de tamanha irresponsabilidade.

A conexão com o submundo do bolsonarismo financeiro é o que mais assusta. O BRB, destino dos bilhões do TJ-MA, é o mesmo banco que tentou salvar o Banco Master — instituição liquidada pelo Banco Central por fraudes e que tem laços estreitos com a prole de Bolsonaro. Questionado se os R$ 2,8 bilhões foram parar em fundos ligados ao Master, Froz Sobrinho se calou. O silêncio do magistrado sobre o paradeiro exato do dinheiro do povo alimenta o temor de que o Judiciário maranhense tenha sido usado como peça em um esquema maior de blindagem bancária.

Mesmo isolado, o presidente do TJ-MA insistiu na arrogância, afirmando que assumiu o "risco pessoal" da operação. É um deboche com a sociedade: um magistrado decidindo sozinho o destino de bilhões em depósitos que pertencem a cidadãos e empresas em litígio, apenas para buscar rentabilidade duvidosa em um banco cercado de investigações. Enquanto Froz diz que "ele prestará contas", os outros desembargadores correm para se distanciar do que parece ser uma bomba relógio jurídica e financeira.

Essa crise expõe as vísceras de um sistema onde a transparência é ignorada em prol de interesses obscuros. Ao transferir recursos para um banco que serve de suporte para as aventuras financeiras da extrema direita, Froz Sobrinho colocou em xeque a credibilidade de toda a justiça maranhense. A resistência interna liderada por Velten Pereira mostra que, mesmo dentro das cortes, há quem não aceite ser usado como escudo para decisões autoritárias que flertam com o abismo institucional.

Agora, o Conselho Nacional de Justiça e os órgãos de controle precisam agir rápido para rastrear cada centavo desses R$ 2,8 bilhões. Não se trata apenas de uma briga entre desembargadores por rendimentos, mas de impedir que o dinheiro sob custódia do Estado seja drenado para alimentar bancos suspeitos e seus aliados políticos. O povo maranhense e brasileiro merece saber: a quem realmente serviu essa transferência bilionária feita nas sombras?

Assista ao vídeo:

Com informações do DCM

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