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O líder da extrema direita, Jair Bolsonaro, teve que deixar a cela na Penitenciária da Papuda para prestar contas à Justiça mais uma vez. Na última segunda-feira, ele foi interrogado pela Polícia Federal em um inquérito que apura crimes de calúnia e difamação contra o presidente Lula. O processo, aberto a pedido do Ministério da Justiça e da AGU, investiga a produção industrial de fake news em que o ex-presidente tenta, de forma criminosa e sem qualquer prova, associar o atual mandatário ao narcotráfico em vídeos publicados em 2025.
O foco da investigação é a fixação doentia de Bolsonaro com a visita de Lula ao Complexo do Alemão. Em seus delírios golpistas, o ex-capitão utilizou termos pejorativos como "cupinchas" e distorceu o significado da sigla "CPX" — que significa apenas "complexo" — para atacar a honra do presidente e dos moradores da comunidade. O inquérito desmonta a narrativa mentirosa de que as lideranças locais seriam ligadas ao crime, revelando o preconceito escancarado do bolsonarismo contra o povo da periferia.

Tweet de Jair Bolsonaro citado no processo — Foto: X / Jair Bolsonaro
Acostumado a espalhar mentiras nas redes sociais para inflamar sua base radical, Bolsonaro agora tenta se esconder atrás da tese de "crítica política". No entanto, a Polícia Federal e a AGU agem para mostrar que liberdade de expressão não é salvo-conduto para caluniar o Chefe de Estado com invenções sobre o crime organizado. As declarações feitas em Teresina e em canais do YouTube são provas materiais de um ataque coordenado que ultrapassa qualquer limite da ética e da legalidade.
A oitiva na Papuda marca um momento simbólico de responsabilização para quem fez da mentira sua principal ferramenta de governo. Enquanto a defesa tenta minimizar o crime, o inquérito avança na análise técnica das postagens e vídeos que serviram para alimentar a máquina de desinformação da extrema direita. O uso político de fake news sobre o Complexo do Alemão, que já havia sido barrado pela Justiça Eleitoral, agora ganha contornos de crime penal com o depoimento colhido na prisão.
Essa investigação reforça a importância de limpar o debate público brasileiro das táticas sujas herdadas do governo anterior. Ao associar Lula ao tráfico por meio de um boné, Bolsonaro não apenas ofendeu o presidente, mas criminalizou toda uma população trabalhadora do Rio de Janeiro. A resposta das instituições mostra que a era da impunidade para ataques gratuitos e difamações planejadas chegou ao fim, e o palco para essas explicações agora é o banco dos réus.
O caso segue em análise pelas autoridades, que reúnem provas do caráter deliberado das ofensas. O depoimento prestado na segunda-feira será confrontado com as evidências digitais colhidas pela PF, que aponta para um padrão de comportamento voltado a ferir a imagem das instituições democráticas e de seus representantes. Bolsonaro, que pregava a "verdade" acima de tudo, agora se vê enredado nas próprias mentiras diante dos investigadores.
Com informações do DCM
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