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Enquanto o Brasil reconstrói sua dignidade sob o governo Lula, documentos estarrecedores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam as conexões sombrias das elites brasileiras com o submundo global. Ian Osborne, conhecido como o "faz-tudo" do criminoso Jeffrey Epstein, registrou em e-mails reuniões estratégicas realizadas em 2013 com representantes das famílias Marinho, da Rede Globo, e Villela Marino, acionistas do Itaú. A agenda do emissário no país incluía as duas linhagens mais ricas e poderosas do território nacional, figuras que historicamente operam nos bastidores do poder e muitas vezes contra os interesses populares.
A comunicação direta de Osborne com Epstein detalhava encontros com Eike Batista e com as cúpulas do império midiático e financeiro. O lobista britânico, que já prestou serviços a figuras como Mark Zuckerberg e David Cameron, não era um desconhecido: ele atuava como a ponte de ouro entre o bilionário pedófilo e as elites globais de tecnologia e política. Osborne chegou a visitar a ilha particular de Epstein, cenário de crimes sexuais hediondos, reforçando que sua proximidade com o criminoso era íntima e comercial, visando reconstruir a imagem pública de Epstein e atrair novos financiamentos.

O silêncio ensurdecedor da grande mídia brasileira sobre essas citações é sintomático e revoltante. Enquanto veículos como a Folha e o próprio O Globo noticiaram outros nomes presentes nos arquivos, a citação direta aos clãs Marinho e Marino foi convenientemente omitida. É o modus operandi clássico de uma elite que se julga intocável: blindagem mútua e seletividade editorial. O fato de o "emissário do mal" ter circulado livremente entre os donos da comunicação e do sistema financeiro brasileiro exige respostas claras sobre o teor dessas conversas e se houve transações resultantes desse lobby.
Eike Batista, também citado nos registros de 2012 como alguém que estaria acompanhado por Osborne, negou qualquer relação com Epstein por meio de sua assessoria. No entanto, as mensagens de Osborne para o chefe criminoso eram frequentes e indicavam que o empresário brasileiro estava no radar do círculo de influência de Epstein. Essa promiscuidade entre o grande capital brasileiro e figuras ligadas à exploração e ao crime internacional mostra a verdadeira face de quem, muitas vezes, financia campanhas e movimentos de desestabilização democrática no Brasil.
Ian Osborne oferecia a Epstein acesso aos círculos mais exclusivos do poder, desde o Vale do Silício até o alto escalão britânico. Sua presença no Brasil, articulando encontros com os Marinho e os Marino, sugere que os tentáculos dessa rede de influência eram muito mais profundos do que se imaginava. Diferente da transparência buscada pelo atual governo popular, esse universo de reuniões secretas e lobistas internacionais revela um ecossistema de poder que opera à margem da ética e da justiça, protegido pela sombra dos grandes conglomerados econômicos.
A revelação desses documentos é um golpe na narrativa de moralidade frequentemente pregada por setores que apoiaram o retrocesso bolsonarista e que agora se veem citados em arquivos de um dos maiores criminosos do século. A sociedade brasileira tem o direito de saber por que a cúpula da Rede Globo e do Itaú foi procurada por um emissário de Epstein e por que essa informação foi enterrada pela imprensa nacional. O Brasil que voltou a sorrir não aceita mais a hipocrisia de elites que se reúnem com o esgoto do poder mundial enquanto tentam ditar os rumos do nosso país.
Com informações do DCM
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