Itamaraty classifica ataque em Gaza como "intolerável" e cobra ação internacional

Portal Plantão Brasil
1/3/2024 11:37

Itamaraty classifica ataque em Gaza como "intolerável" e cobra ação internacional

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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou veementemente o recente massacre perpetrado por Israel contra civis palestinos na Faixa de Gaza, que resultou na morte de 112 pessoas e deixou 760 feridas. A tragédia ocorreu quando as vítimas aguardavam ajuda humanitária, uma situação que o Itamaraty descreveu como "intolerável", enfatizando a necessidade urgente de responsabilização pelos atos cometidos.

O governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, justificou o ataque alegando que os civis se tornaram violentos, uma explicação que o Brasil classificou como cínica e ofensiva. O Brasil instou a comunidade internacional a tomar medidas imediatas contra essas atrocidades, destacando o desrespeito contínuo de Israel pelas normas do direito humanitário internacional e as medidas cautelares da Corte Internacional de Justiça, que exigem a prevenção de atos de genocídio.

A situação na Faixa de Gaza é descrita como desesperadora, com a população civil enfrentando fome, sede e dificuldades extremas para obter alimentos devido à retenção sistemática de caminhões de ajuda nas fronteiras. As declarações do governo Netanyahu após o incidente apenas reforçam a percepção de que suas ações militares na região não possuem limites éticos ou legais.

O Brasil expressou sua solidariedade ao povo palestino e reiterou sua posição contrária a qualquer ação militar que vise alvos civis, especialmente em contextos de ajuda humanitária. O massacre é mais um trágico episódio no longo histórico de violência contra palestinos, que já resultou em mais de 30 mil mortes civis, incluindo mais de 12 mil crianças, e deslocou mais de 1,7 milhão de pessoas.

Em sua nota, o Itamaraty enfatiza a urgência de um cessar-fogo imediato, a necessidade de garantir a entrada de ajuda humanitária em Gaza e a libertação de todos os reféns. O Brasil também lembra a Israel sobre a obrigação de cumprir as medidas cautelares impostas pela Corte Internacional de Justiça para prevenir o genocídio.

Leia a íntegra:

"O Governo brasileiro tomou conhecimento, com profunda consternação, dos disparos por arma de fogo, por forças israelenses, ocorrido no dia de ontem, no Norte da Faixa de Gaza, em local em que palestinos aguardavam o recebimento de ajuda humanitária. Na ocasião, mais de 100 pessoas foram mortas e mais de 750 feridas por tiros, pisoteio ou atropelamento.

As aglomerações em torno dos caminhões que transportavam a ajuda humanitária demonstram a situação desesperadora a que está submetida a população civil da Faixa de Gaza e as dificuldades para obtenção de alimentos no território.

Trata-se de uma situação intolerável, que vai muito além da necessária apuração de responsabilidades pelos mortos e feridos de ontem.

Autoridades da ONU e especialistas em ajuda humanitária e assistência de saúde de diferentes organismos e entidades vêm denunciando há meses a sistemática retenção de caminhões nas fronteiras com Gaza e a situação crescente de fome, sede e desespero da população civil. Ainda assim, a inação da comunidade internacional diante dessa tragédia humanitária continua a servir como velado incentivo para que o governo Netanyahu continue a atingir civis inocentes e a ignorar regras básicas do direito humanitário internacional. Declarações cínicas e ofensivas às vítimas do incidente, feitas horas depois por alta autoridade do governo Netanyahu, devem ser a gota d’água para qualquer um que realmente acredite no valor da vida humana.

O governo Netanyahu volta a mostrar, por ações e declarações, que a ação militar em Gaza não tem qualquer limite ético ou legal. E cabe à comunidade internacional dar um basta para, somente assim, evitar novas atrocidades. A cada dia de hesitação, mais inocentes morrerão.

A humanidade está falhando com os civis de Gaza. E é hora de evitar novos massacres.

Ao expressar sua solidariedade ao povo palestino, sobretudo aos familiares das vítimas, o Brasil reafirma seu firme repúdio a toda e qualquer ação militar contra alvos civis, sobretudo aqueles ligados à prestação de ajuda humanitária e de assistência médica.

O massacre de hoje vem se somar às mais de 30 mil mortes de civis palestinos, das quais mais de 12 mil são crianças, registradas desde o início do conflito, além dos mais de 1,7 milhão de palestinos vítimas de deslocamento forçado. O Brasil reitera a absoluta urgência de um cessar-fogo e do efetivo ingresso em Gaza de ajuda humanitária em quantidades adequadas, bem como a libertação de todos os reféns.

O Governo brasileiro recorda a obrigatoriedade da implementação das medidas cautelares emitidas pela Corte Internacional de Justiça, em 26 de janeiro corrente, que demandam que Israel tome todas as medidas ao seu alcance para impedir a prática de todos os atos considerados como genocídio, de acordo com o Artigo II da Convenção para a Prevenção e a Repressão e Punição do Crime de Genocídio."


Com informações do Jornal GGN

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