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A extrema direita brasileira, fragilizada após a condenação de Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão, intensificou sua ofensiva contra críticos e agora tem um novo alvo: o ator Wagner Moura. Consagrado em Hollywood e vivendo nos EUA, Moura irritou os bolsonaristas ao afirmar, em entrevista à BBC, que “americanos invejam o Brasil por julgar Bolsonaro e os golpistas”.
A reação segue o mesmo padrão das campanhas comandadas pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que têm promovido perseguições digitais contra quem ironizou a morte do extremista norte-americano Charlie Kirk ou criticou Donald Trump. A prática inclui doxxing — exposição de dados pessoais — e pressão para que vistos de brasileiros sejam cancelados nos EUA. Entre os alvos anteriores estão Felipe Neto, Casimiro Miguel e Eduardo Bueno.
No caso de Wagner Moura, a ordem partiu do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que publicou a entrevista em suas redes e acusou o ator de “extremista”. Para aumentar a intimidação, Gayer marcou autoridades dos EUA, numa clara tentativa de pressionar por retaliações ao artista brasileiro.
Esse cara está morando nos EUA e continua apoiando Moraes, atacando TRUMP e dizendo que os EUA agora é uma ditadura.
— Gustavo Gayer (@GayerGus) September 14, 2025
Acho que vale a pena dar uma olhadinha nesse EXTREMISTA @DeputySecState @SecRubio https://t.co/itjV40AevK