257 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O Ministério Público de Santa Catarina tomou uma medida contundente para garantir que a morte brutal do cão comunitário Orelha não fique impune. O órgão solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de uma nova perícia detalhada, buscando esclarecer a dinâmica das agressões ocorridas em Florianópolis. A promotoria fixou um prazo rigoroso de 20 dias para o cumprimento das diligências, que incluem a análise de materiais já reunidos e a coleta de novos depoimentos para fortalecer o processo contra os responsáveis por esse ato de barbárie.
A investigação da Polícia Civil já identificou um adolescente como o autor das agressões fatais, solicitando sua internação imediata, medida que agora enfrenta resistência da defesa. Além do menor, três adultos foram indiciados por crimes graves de coação a testemunhas, evidenciando uma tentativa sórdida de obstruir a justiça e proteger o agressor. O Ministério Público atua em duas frentes: enquanto a promotoria da Infância e Juventude foca na materialidade do ataque através de vídeos e perícias, a área criminal investiga as pressões ilegais exercidas durante o inquérito.
Orelha era um cão comunitário amado e cuidado por moradores da Praia Brava, que agora clamam por justiça diante de tamanha violência gratuita. Os laudos preliminares são chocantes e apontam que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, causada possivelmente por um chute violento ou pelo uso de um objeto rígido. O ataque covarde ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, e o cão, apesar de ter recebido atendimento veterinário emergencial, não resistiu aos graves ferimentos causados pela agressão.
A decisão pelo pedido de exumação reforça o compromisso das instituições em tratar crimes contra animais com a seriedade que a legislação brasileira exige. A necessidade de "complementação das investigações" mencionada pelo Ministério Público visa eliminar qualquer dúvida sobre a causa da morte e garantir que a punição seja exemplar. Em um cenário onde a extrema-direita muitas vezes tenta relativizar a importância da proteção animal e dos direitos humanos, a atuação firme da promotoria em Santa Catarina destaca a relevância de se combater a crueldade em todas as suas formas.
Os vídeos do momento do ataque serão fundamentais para confrontar as versões apresentadas pelos envolvidos e desmantelar a rede de proteção que tentou silenciar as testemunhas do caso. A comunidade local permanece mobilizada, acompanhando cada passo das diligências policiais e judiciais. O caso Orelha tornou-se um símbolo da luta contra os maus-tratos em Santa Catarina, exigindo que os indiciados respondam não apenas pela morte do animal, mas também pelas manobras criminosas de intimidação realizadas no curso do processo.
A exumação, se tecnicamente viável, fornecerá os elementos técnicos finais para que a denúncia seja oferecida de forma robusta. O avanço das investigações demonstra que o tempo da impunidade para quem comete crimes contra seres indefesos está chegando ao fim. O desfecho do caso é aguardado com ansiedade por defensores da causa animal em todo o país, servindo como um alerta de que a justiça será feita, independentemente das tentativas de coação ou ocultação de provas por parte dos agressores.
Com informações do DCM
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