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A ilha de Cuba enfrenta em 2026 um dos momentos mais dramáticos de sua história, sufocada por um bloqueio econômico criminoso que se intensificou brutalmente sob as gestões de Donald Trump e Joe Biden. A capital, Havana, e o interior do país sofrem com apagões crônicos e colapsos na rede elétrica, resultado da combinação de uma infraestrutura obsoleta da era soviética e da redução drástica no fornecimento de petróleo venezuelano. A estratégia imperialista utiliza sanções financeiras e navais para estrangular a economia cubana, impedindo o acesso a combustíveis e insumos básicos, enquanto navios de guerra dos Estados Unidos realizam manobras ameaçadoras no Caribe sob o pretexto de combater o narcotráfico.
Dentro desse cenário de guerra geoeconômica, figuras como o secretário de Estado Marco Rubio utilizam o aparato do Tesouro americano para excluir Cuba e Venezuela dos mercados financeiros globais e do sistema SWIFT. Essas ferramentas de coerção buscam infligir sofrimento deliberado à população para desestabilizar o governo revolucionário. A pressão se estende até ao México, que sob ameaça de tarifas impostas por Donald Trump, começou a suspender o envio de petróleo para a ilha. É a face mais cruel da política externa de Washington, que tenta substituir o diálogo diplomático de eras passadas por uma asfixia total que ignora os direitos humanos e a soberania dos povos.
Apesar da fragilidade extrema, Cuba demonstra uma resiliência notável ao acelerar sua transição para a soberania energética. Com financiamento chinês, a capacidade de geração de energia solar na ilha saltou impressionantes 610% em poucos anos, com a meta de atingir 18% da matriz até 2030. Essa "alternativa verde" é a aposta de Havana para se libertar da dependência de fontes fósseis externas sujeitas aos bloqueios navais. O governo cubano tenta equilibrar a escassez de medicamentos e o impacto de desastres naturais, como o furacão Melissa, com investimentos estratégicos em ciência e fontes renováveis, provando que o sol é uma riqueza que o império não pode confiscar.
O Estado cubano, diferente de outras experiências latinas, possui uma estrutura de defesa profundamente enraizada na participação popular e no nacionalismo militante. As Forças Armadas Revolucionárias controlam setores vitais da economia e mantêm um alto nível de legitimidade, preparando-se há décadas para uma possível invasão direta. Mesmo com um arsenal antigo, o país investe uma parcela significativa do PIB em defesa e inteligência, o que torna qualquer tentativa de intervenção militar norte-americana uma perspectiva custosa e impopular. O histórico de resistência cubana em campanhas internacionais e a coesão de suas instituições são barreiras que o lobby de Miami e os "falcões" de Washington costumam subestimar.
A relação histórica com a Venezuela, consolidada pela amizade entre Fidel Castro e Hugo Chávez, permanece como o centro da resistência regional, embora sob forte ataque. Washington tenta reinterpretar essa aliança como uma "dominação cubana" sobre Caracas para justificar agressões contra ambos os países. No entanto, o nacionalismo cubano é forjado em lutas anticoloniais seculares, o que confere ao povo uma identidade de resistência que vai além de dogmas ideológicos. O governo de Donald Trump tenta agora seduzir oficiais cubanos à traição e ao "acordo" antes de uma destruição total, apostando no desgaste geracional e nas dificuldades econômicas para corroer o regime por dentro.
Cuba navega hoje em águas incertas, lidando com um colapso demográfico e a transição para uma nova geração de líderes. O maior perigo para a revolução não é apenas a força bruta dos mísseis americanos, mas a infiltração da corrupção em altos escalões, como sugerido por casos recentes de espionagem e má gestão. Contudo, a agressividade externa dos Estados Unidos frequentemente serve para reacender o fervor patriótico e unificar a população em torno da defesa da pátria. O desfecho dessa queda de braço definirá se a ilha conseguirá consolidar sua nova estratégia soberana ou se sucumbirá às garras de um vizinho que nunca aceitou sua independência política e social.
Com informações de Outras Palavras
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