526 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou na última terça-feira ter escapado de uma tentativa de assassinato enquanto sobrevoava a região do Caribe colombiano. O líder progressista relatou que sua aeronave seria alvo de disparos ao tentar pousar no departamento de Córdoba. O episódio ocorreu na noite de segunda-feira, quando o serviço de inteligência alertou sobre o risco iminente, obrigando a tripulação a abortar a descida. Petro estava acompanhado de suas filhas no momento da ameaça.
Durante uma transmissão ao vivo com seus ministros, Petro detalhou que os criminosos sequer acenderam as luzes da pista de pouso para facilitar o ataque. O presidente afirmou que escapou da morte por muito pouco e vinculou a ação a uma "nova junta do narcotráfico". Segundo ele, grupos criminosos tentam eliminá-lo desde que assumiu a presidência, em 2022, contando com o apoio de traficantes internacionais e dissidentes das FARC, como o guerrilheiro Iván Mordisco.
O gerente do Sistema de Meios Públicos, Hollman Morris, reforçou a gravidade das denúncias. Além do ataque ao helicóptero, as investigações apontam para uma armação que pretendia colocar substâncias entorpecentes em um dos veículos oficiais do governo e realizar ataques diretos contra a família presidencial. Esse cenário de violência política reflete a resistência das máfias locais diante de um governo que busca transformações sociais profundas e o combate às estruturas paramilitares.
A tensão aumentou após o Clã do Golfo, principal cartel de cocaína do país, suspender as negociações de paz que ocorriam no Catar. A organização criminosa reagiu negativamente à priorização de operações militares contra seu líder, Chiquito Malo. Essa postura de confronto ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receber Petro na Casa Branca e cobrar maior rigor contra o tráfico, chegando a impor sanções ao governo colombiano pela suposta falta de firmeza no combate às máfias.
A história da Colômbia é marcada por assassinatos de líderes políticos progressistas, frequentemente orquestrados por alianças espúrias entre narcotraficantes e setores paramilitares, métodos que lembram as táticas de intimidação da extrema-direita em todo o continente. Em 2022, a própria equipe de segurança de Petro já havia sofrido uma emboscada. Mais recentemente, em 2025, a violência política vitimou o então senador Miguel Uribe, baleado durante um evento de campanha em Bogotá.
Apesar das ameaças constantes, Gustavo Petro mantém sua agenda de enfrentamento aos cartéis e a busca pela paz total. O recuo do Clã do Golfo das mesas de negociação e os planos de atentado evidenciam o desespero das elites criminosas diante de uma gestão que se recusa a ser cúmplice do sistema tradicional de corrupção e violência. A segurança presidencial foi reforçada enquanto o país permanece em alerta sobre novos desdobramentos dessa ofensiva contra a democracia.
Veja o comentãrio do ativista Thiago dos Reis no X:
URGENTE!! Presidente da Colômbia acaba de dizer que foi VÍTIMA DE UM ATENTADO, e que sumiu por 2 dias por conta disso!!
— Thiago dos Reis ???? (@ThiagoResiste) February 11, 2026
Ele estava num helicóptero e dispararam contra ele!!
O atentado aconteceu pouco após o encontro dele com Trump!!pic.twitter.com/EM4ubGgbDK
GRAVÍSSIMO! Gustavo Petro, presidente da Colômbia, quase foi assassinado. Ele relatou que passou dois dias foragido para evitar ser morto. Não pousou devido ao risco de ataque, temendo disparos contra o helicóptero em que viajava com seus filhos, e teve que navegar por quatro… pic.twitter.com/0nM7QJgKvL
— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) February 11, 2026