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O senador Flávio Bolsonaro aproveitou uma agenda com a ultradireita europeia para destilar ódio contra o governo Lula e as instituições brasileiras. Em entrevista à emissora francesa CNews — conhecida por ser um reduto de ideias radicais e ignorar o pluralismo —, o filho do ex-presidente inelegível atacou o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes, chegando ao absurdo de afirmar que o Brasil não vive uma democracia plena. Para uma plateia estrangeira, ele tentou vitimizar o pai, alegando que Jair Bolsonaro foi condenado por "inimigos", ignorando as fartas provas de ataques ao sistema eleitoral.
Durante a conversa, o parlamentar tentou requentar ataques contra a família do presidente Lula, mencionando suspeitas de desvios no INSS para atingir Fábio Luís Lula da Silva. O senador, porém, omitiu o posicionamento republicano de Lula, que já declarou publicamente que qualquer pessoa, inclusive seu filho, deve pagar o preço caso irregularidades sejam comprovadas. O ataque soa hipócrita vindo de um clã marcado por investigações de "rachadinhas" e enriquecimento suspeito, buscando apenas criar uma cortina de fumaça para a própria decadência política.
Em um surto de arrogância diplomática, Flávio chamou o presidente Emmanuel Macron de "incompetente" e minimizou as visitas do líder francês à Amazônia como meras "fotos abraçando árvores". O senador mentiu descaradamente ao dizer que a floresta foi preservada sob o governo Bolsonaro e alegou recordes de queimadas na gestão atual sem apresentar qualquer dado. A realidade é o oposto: o mundo assistiu horrorizado ao desmonte ambiental promovido pelo bolsonarismo, enquanto o governo Lula retomou o protagonismo climático ao sediar eventos globais como a COP30 em Belém.
O filho do ex-presidente também demonstrou total desconhecimento sobre a política externa da França ao prever a saída de Macron no próximo ano. O senador ignorou o fato de que o presidente francês não pode disputar a reeleição e que o próximo pleito só ocorrerá em 2027. Flávio usou o espaço para pregar contra o que chama de "extrema esquerda", demonstrando que sua única agenda internacional é fortalecer laços com figuras como Marion Maréchal, sobrinha da extremista Marine Le Pen, em um esforço desesperado para manter viva a rede de ódio global.
Pressionado pelos entrevistadores, Flávio Bolsonaro gaguejou ao ser questionado sobre o recuo de Donald Trump. O senador não soube explicar por que o atual presidente dos EUA ignorou os apelos da família Bolsonaro e retirou Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky. O episódio evidenciou que, apesar da subserviência do clã à Casa Branca, Trump prioriza as relações institucionais com o Estado brasileiro e com o governo Lula, deixando os bolsonaristas falando sozinhos em sua bolha de ressentimento.
Ao final, Flávio tentou defender o acordo União Europeia-Mercosul, contrariando a própria base agrária francesa, em uma tentativa desastrada de parecer moderado após passar meia hora atacando a democracia brasileira. A viagem de Flávio pela Europa reforça apenas seu papel de emissário de um movimento que perdeu o poder e agora tenta difamar o Brasil no exterior. Enquanto o país reconstrói sua imagem diplomática com dignidade, a prole de Bolsonaro segue envergonhando a nação em canais de TV de baixa credibilidade e reuniões com o que há de mais retrógrado na política mundial.
Assista ao vídeo:
?????? ALERTA DE INFORMAÇÃO
— Democracia Viva??? (@DemocraciaBR_Ja) February 10, 2026
Flavio Bolsonaro, favorito da eleição presidencial no Brasil, DESTRUIU Lula e Macron ao vivo.
"Macron vem tirar fotos, beija árvores".
Ele diz que Macron não deve continuar a destruir a França.
pic.twitter.com/os2d1uem56
Com a jovem liderança da direita conservadora na França, Marion Maréchal. @MarionMarechal
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 9, 2026
Preocupações na Europa são muito semelhantes às do Brasil: insegurança, agenda woke, ativismo judicial… pic.twitter.com/0ZhOVJIu55